O Rio Que Corre Pela Aldeia: Relações Estabelecidas Por Torcedores Comuns de Belo Horizonte com o Torcer, com a Violência e com o Novo Estádio Independência

Por: Marcos de Abreu Melo.

130 páginas. 2013 08/03/2013

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Resumo

A presente dissertação teve como problema central investigar como os torcedores comuns de Belo Horizonte se relacionam com diversos aspectos do ato de torcer nos jogos de futebol disputados no novo Estádio Raimundo Sampaio (Independência), na capital mineira. Tratou-se de uma pesquisa descritiva, caracterizada como documental e de campo, de caráter quantitativo e qualitativo. Foram feitas incursões a nove partidas de futebol realizadas no estádio Independência, tendo o América Futebol Clube, o Clube Atlético Mineiro e o Cruzeiro Esporte Clube como mandantes ao longo do segundo turno do Campeonato Brasileiro das Séries A e B de 2012. Foram feitos registros de campo antes, durante e após esses jogos e aplicados questionários com um total de 231 torcedores. Posteriormente, cinco desses torcedores foram selecionados para entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados tendo em vista três eixos centrais: a relação do torcedor com o torcer e o seu clube; a relação do torcedor com o estádio; e a relação do torcedor com a violência. Foi possível perceber diferenças e semelhanças entre os torcedores de cada um dos três clubes pesquisados. Os dados indicaram que os americanos tem grande orgulho do Independência, repudiam, em sua maioria, os xingamentos e cantos ofensivos nos estádios e não possuem um grande rival para reafirmar seu pertencimento clubístico. Os torcedores do Atlético, por sua vez, tem na própria torcida do time uma de suas maiores razões de serem atleticanos, aceitam bem o Independência como palco dos jogos do clube e fazem grande uso dos cambistas como forma de adquirir ingressos. Já os cruzeirenses não se identificam com o Independência, tem forte influência dos títulos conquistados na construção do seu pertencimento clubístico e veem nas cinco estrelas um símbolo importante do clube. Por outro lado, os torcedores dos três times aprovaram a reforma no Independência e a atuação dos policiais militares em dias de jogos, embora tenham alegado uma sensação de segurança baixa sobretudo no entorno do estádio. Os torcedores também concordaram serem a localização e a modernidade os principais pontos positivos do novo Independência, ao passo que o estacionamento e a visibilidade do jogo foram apontados como os principais aspectos negativos. A análise dos dados permitiu observar permanências e descontinuidades no ato de torcer na capital mineira, explicitando avanços e tensões no processo de modernização dos estádios de futebol

Endereço: http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/handle/1843/BUOS-9BFJLD

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