O samba e o aquilombar das corporeidades negras: desfilando uma pesquisa
Por Cintia de Assis Ricardo da Silva (Autor), Rosa Malena de Araújo Carvalho (Autor).
Resumo
O presente texto visa apresentar uma pesquisa de Doutorado em Educação, pelo olhar das autoras, a doutoranda e a orientadora, ambas professoras de Educação de Física. A primeira trabalha com Anos Iniciais, no Ensino Fundamental; a segunda atua no nível superior, é a orientadora e coordenadora do grupo de pesquisa que se debruça sobre os estudos com os cotidianos e corporeidades. A atenção ao samba emergiu durante a pandemia, por conta da relação das lutas antirracistas contra a necropolítica (Mbembe, 2018), que atingiu de forma drástica as pessoas negras, pobres, idosas e outras subjetividades que tiveram as vidas precarizadas. Ficou evidente o aumento de ataques à educação e aos movimentos de apagamento da história e memória de povos, como o negro e indígena. Nesse sentido, a pesquisa é uma possibilidade de leitura crítica da experiência da diáspora negra no Brasil, considerando quilombo “continuidade de vida, o ato de criar um momento feliz, mesmo quando o inimigo é poderoso, e mesmo quando ele quer matar você.