Resumo

Considerando que a atividade ocupacional merece atenção e monitoramento constante, principalmente devido às adversidades encontradas nas exigências operacionais do combate a incêndio, o objetivo deste estudo foi analisar as repercussões psicofisiológicas antes e após o Exercício de Fogo Real (EFR). Sete militares (24,71 ± 2,06 anos) de um pelotão de bombeiros que cursavam a disciplina de Combate a Incêndio Estrutural do Curso de Formação de Bombeiros do Espírito Santo foram avaliados antes e após o EFR em relação a: Sintomas de Estresse, desconforto musculoesquelético (com e sem equipamentos de proteção individual (EPI) para combate a incêndio), medidas antropométricas, preensão manual e taxa de sudorese. Não foram encontradas alterações significativas na força de preensão manual e sintomas de estresse (p> 0,05). Em relação ao desconforto musculoesquelético, houve aumento da sensação de desconforto no pescoço, ombros e pernas, em ambos os lados analisados ​​( p < 0,05). Considerando os parâmetros relacionados à composição corporal, foi encontrada diferença significativa ( p < 0,05) entre a massa corporal antes (69,37 ± 12,89 kg) em comparação com depois (68,14 ± 12,56 kg), indicando perda de 1,22 ± 0,78 kg, com taxa de sudorese de 36,13 ± 23,07 ml/min. Concluindo, bombeiros militares que utilizam equipamentos operacionais em exercícios de fogo real no simulador de incêndio apresentam desconforto muscular no pescoço, ombros e pernas, aumento da sudorese sem apresentar alterações nos indicadores de estresse e redução da força de preensão manual.

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