O uso de equipamentos operacionais em exercícios de fogo real no simulador de incêndio não altera a percepção de desconforto musculoesquelético, força de preensão manual e sintomas de estresse de bombeiros militares: estudo piloto
Por Danilo S. Bocalini (Autor), Roberta L. Rica (Autor), Victor Machado Reis (Autor), Anderson Caetano Paulo (Autor), Alexandre L. Evangelista (Autor), Pedro Fortes Junior (Autor), Geanderson S. Oliveira (Autor), Carlos H. O. Reis (Autor), Florisvaldo R. Pereira Junior (Autor), Alexandre Fernandes Machado (Autor).
Resumo
Considerando que a atividade ocupacional merece atenção e monitoramento constante, principalmente devido às adversidades encontradas nas exigências operacionais do combate a incêndio, o objetivo deste estudo foi analisar as repercussões psicofisiológicas antes e após o Exercício de Fogo Real (EFR). Sete militares (24,71 ± 2,06 anos) de um pelotão de bombeiros que cursavam a disciplina de Combate a Incêndio Estrutural do Curso de Formação de Bombeiros do Espírito Santo foram avaliados antes e após o EFR em relação a: Sintomas de Estresse, desconforto musculoesquelético (com e sem equipamentos de proteção individual (EPI) para combate a incêndio), medidas antropométricas, preensão manual e taxa de sudorese. Não foram encontradas alterações significativas na força de preensão manual e sintomas de estresse (p> 0,05). Em relação ao desconforto musculoesquelético, houve aumento da sensação de desconforto no pescoço, ombros e pernas, em ambos os lados analisados ( p < 0,05). Considerando os parâmetros relacionados à composição corporal, foi encontrada diferença significativa ( p < 0,05) entre a massa corporal antes (69,37 ± 12,89 kg) em comparação com depois (68,14 ± 12,56 kg), indicando perda de 1,22 ± 0,78 kg, com taxa de sudorese de 36,13 ± 23,07 ml/min. Concluindo, bombeiros militares que utilizam equipamentos operacionais em exercícios de fogo real no simulador de incêndio apresentam desconforto muscular no pescoço, ombros e pernas, aumento da sudorese sem apresentar alterações nos indicadores de estresse e redução da força de preensão manual.