Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do uso da prancha na mecânica da braçada do nado crawl, durante a 1a. fase de aprendizagem em 17 universitárias, com idades de 18 a 25 anos, alunas do curso de Graduação em Educação Física, voluntárias. O Marco Referencial Teórico foi o Modelo Funcional para aquisição de destrezas com aplicação ao Ensino de Gentile (1972), 1º estágio, "Obtenção da Idéia do Movimento". Desenvolveu-se o aprendizado do nado crawl durante vinte e uma aulas (21), sendo cinco (5) destinadas à adaptação ao meio, uma (1) para observação e uma (1) para introdução do método global de ensino. Randomizou-se então a amostra. Nas sessões oito (8) a treze (13), o Grupo Experimental desenvolveu o nado sempre de forma contínua, enquanto que o Grupo Controle fez uso da prancha nos vinte (20) minutos iniciais. Na sessão quatorze (14) fez-se a segunda coleta de dados. Nas sessões quinze (15) a vinte (20), ambos os grupos nadaram de forma contínua e na sessão vinte e um (21) fez-se a última coleta de dados. Filmaram-se em Super 8 mm os movimentos dos sujeitos em três momentos diferentes do experimento. O referencial de análise dos dados foram os instrumentos criados pela autora para esta pesquisa, submetidos a testes de fidedignidade (rs 0,993 para o braço esquerdo e rs 0,994 para o braço direito) objetividade 83,33% e validade (segundo especialistas consultados). Pelos resultados obtidos através da Prova U de Mann-Whitney, constatou-se que não houve diferenças significativas ao nível 0,05 em relação a alterações na mecânica da braçada do nado crawl. Quanto à evidência de pegada dupla, ficou constatado que o uso da prancha parece ter sido uma causa da mesma. A necessidade da reformulação do plano motor e o conseqüente atraso na aprendizagem também podem ser atribuídos ao uso da prancha. Estes resultados permitem aos professores de Natação refletir sobre o uso de meios auxiliares (prancha) recomendados por diversos autores para o ensino/aprendizagem do nado crawl, quando se relacionar a sujeitos do sexo feminino, faixa etária de 18 a 25 anos, universitárias de Educação Física.

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