Resumo

O propósito deste estudo exploratório foi observar a prevalência da Síndrome Metabólica e verificar a sua associação ao excesso de peso (IMC > 25 kg/m2) e à inatividade física (menos de 150 min de Atividade Física/semana moderada e/ou vigorosa). Uma amostra de conveniência (68 mulheres e 47 homens), com uma média de idades de 34,6 anos, da ilha de S. Miguel - Açores participou neste estudo. O excesso de peso e a Obesidade foram calculados através do Índice de Massa Corporal. A Atividade Física foi avaliada através do International Physical Activity Questionnaire. A agregação de três ou mais dos seguintes fatores de risco, foi considerada como indicador da Síndrome Metabólica: glicemia em jejum > 110 mg/dl, triglicerídeos > 150 mg/dl, lipoproteínas de alta densidade < 40 mg/dl nos homens e < 50 mg/dl nas mulheres, perímetro da cintura >102 cm nos homens e > 88 cm nas mulheres, tensão arterial > 130 e/ou 85 mm Hg. Os resultados mostram que o excesso de peso e a Obesidade são superiores nos homens em relação às mulheres. Cerca de 2/3 da amostra é insuficientemente ativa. Nos homens, a prevalência da Síndrome Metabólica (17,1%) é significativamente superior à das mulheres (4,4%). Todos os indivíduos da amostra com Síndrome Metabólica têm excesso de peso ou são obesos. Os indivíduos insuficientemente ativos registam uma maior freqüência da Síndrome Metabólica. Os resultados confirmam a necessidade da adoção de estilos de vida ativos e saudáveis como forma de prevenção e de tratamento de primeira linha das Doenças Cardiovasculares, em geral, e da Síndrome Metabólica, em particular. UNITERMOS: Obesidade; Síndrome metabólica; Atividade física; Doenças cardiovasculares

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