Resumo

Resumo em linguagem simples

De 1998 a 2023, 4.282 indivíduos (46–75 anos; 68% homens) participaram voluntariamente de uma avaliação médica com foco na aptidão física e na saúde. Nenhum deles apresentava limitações físicas ou clínicas relevantes para a realização de testes de aptidão física. Todos realizaram o teste sentar-levantar (TSL), que tem como objetivo avaliar de forma segura e simultânea, sem o uso de equipamentos, os principais componentes da aptidão física não aeróbia — força/potência muscular, flexibilidade, equilíbrio e composição corporal. No TSL, foram atribuídas pontuações de 0 a 10 à capacidade de sentar-se e levantar-se do chão.

Este estudo ampliou os achados de uma pesquisa anterior sobre a associação entre os escores do TSL e a sobrevida. Ao longo de um seguimento mediano de 12 anos, ocorreram 665 óbitos (15,5% dos participantes) por causas naturais (após a exclusão de COVID-19 e causas externas). As taxas de mortalidade foram de 3,7% entre aqueles com escore 10 no TSL, triplicaram para 11,1% entre os que obtiveram escore 8 e aumentaram de forma expressiva para 42,1% nos 10% dos participantes com os menores escores no TSL (0–4). Após o controle de diversas covariáveis, observou-se um risco 3,8 e 6,0 vezes maior de mortalidade, respectivamente, por causas naturais e cardiovasculares, entre aqueles com escores de 0–4 no TSL em comparação com os que obtiveram escore máximo 10, ou seja, os que conseguiam sentar-se e levantar-se do chão sem utilizar apoios ou apresentar execução instável.

Profissionais de saúde que avaliam a aptidão física não aeróbia por meio do TSL podem obter subsídios relevantes para uma prescrição de exercícios mais individualizada e para a obtenção de informações prognósticas clinicamente importantes sobre a sobrevida de indivíduos de meia-idade e idosos, saudáveis ou não.

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