Os Grandes Nomes do Esporte Vimarense

Por: .

Atlas do Esporte do Maranhão.

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ARY FAÇANHA DE SÁ –

1928 - Nasceu em 1º de abril, no município de Guimarães;

- atleta da Seleção Brasileira de Atletismo - e do Fluminense, do Rio de Janeiro;

- recordista sul-americano do salto em distância, participou de duas Olimpíadas, de 1952 e 1956.

- Professor de Educação Física, formado pela Escola Nacional, foi o introdutor do Interval-training no Brasil, assim como um dos idealizadores dos Jogos Escolares Brasileiros.

Década de 1940 - Em São Luís, cursou o ginasial no Colégio de São Luiz, do prof. Luiz Rego - criador dos Jogos Inter-colegias -, por onde disputava as provas de 100 e 200 metros, além do salto em distância; consegue a espantosa marca de 5,00 metros.

1949 - foi para o Rio de Janeiro estudar - levado pelo irmão, ingressa no Fluminense Futebol Clube, como atleta.

1950 - ingressou na Escola Nacional de Educação Física.

1952 - recordista sul-americano de salto em distância, com 7,57 m, o que lhe valeu a convocação para a Olimpíada de Helsinque, tendo conquistado o 4º lugar no salto em distância.

1955 - bateu o recorde pan-americano, com a marca de 7,84 metros, a quarta marca do mundo.

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

JOSÉ FAUSTINO DOS SANTOS ALVES

1944 - Nascido em Águas Belas, povoado de Guimarães, hoje, Cedral, em 15 do fevereiro, filho de Firmino Santiago Alves e Raimunda Roclinda dos Santos Alves.

Década de 1960 – inicia sua carreira na Rádio Timbira, redação comercial;

1962 -entramos na Rádio Difusora, e aí sim começamos a desempenhar a função de repórter; no jornalismo esportivo começou na mesma época, pois porque aí, rádio normalmente você, o jornalista faz de tudo, e principalmente quando ele fala, porque há uma diferença do repórter do jornal para repórter de televisão, e o de rádio, que o jornal, um só escreve, e o rádio, ele não só redige, como fala também, então o programa do repórter de rádio era mais, ele faz de tudo, ele faz casamento, ele faz enterro, faz esporte, política, Educação, Economia, tudo, então em 62 nós começamos com o jornalismo, propriamente dito e aí, entra tudo, agora a gente chegou, mais para o lado do esporte, e hoje a gente pode ser conhecido, mais exatamente nessa área.

Os esportes na década de 60 - nós tínhamos aqui inclusive, a Olimpíada  Estudantil... eu já tive conhecimento a partir de Carlos Vasconcelos e Mary Santos. Inclusive, com o Carlos Vasconcelos, dirigindo essa competição, nós tivemos a honra de ser vice-campeão olímpico, pelo Liceu, na modalidade de Futebol, disputando como sempre com a Escola Técnica Federal; hoje CEFET... a competição para sua época era, o que é a competição que hoje se realiza, que são os Jogos Escolares Maranhenses, ela tinha a mesma importância que o JEM’s tem agora, agora o número de participantes era muito menor, também não poderia deixar de ser, não poderia ser diferente, é hoje a coisa cresceu se modificou, principalmente quando o Cláudio Vaz assumiu, a Coordenadoria de Esporte de Prefeitura, foi que começou a mudar, porque ele tirou essa história de olimpíadas e colocou Jogos Esportivos da Juventude, realizou dois e a partir do segundo apareceu, um moço chamado professor Dimas, que já vivia no meio a muito tempo e graças a uma viagem que ele fez a Belo Horizonte se não me falha a memória, para assistir aos Jogos Brasileiros foi, viu, trouxe a informação possível dessa competição Nacional, que era promovida pelo Ministério da Educação e a partir da sua volta no ano seguinte, já foram realizados não os terceiros jogos esportivos da juventude, mas sim os primeiros Jogos Escolares Maranhenses, em cima da sigla da competição Nacional que é JEB’s, então eles só tiraram o B de Brasil e botaram M de Maranhão, nos Jogos Escolares Maranhenses, aliás Jogos Estudantis Maranhenses, que era Jogos Estudantis Brasileiros, depois Jogos Escolares Brasileiros (risos) passou para Jogos Esportivos da Juventude e hoje já tem um monte de confusão, cada ano eles mudam. Hoje tem Olimpíada, tem jogos da Juventude, tem mais não sei o que.

1971/72 - Festivais Esportivos da Juventude - foram dois realizados, a partir do terceiro ao invés de ser Festival, a partir daí começou a se chamar de Jogos Estudantis Maranhenses; Terceiro, o FEJ’S, e aí colocaram primeiro o JEM's.

1980 - entra para a faculdade, para fazer o curso de jornalismo; já era jornalista registrado, tinha a prática, e foi buscar a teoria na Universidade Federal do Maranhão.

Primeiro programa esportivo transmitido pela TV - eu sai em 79 da Difusora, quer dizer em 80 eu já estava na TVE e a gente transmitiu direto do Costa Rodrigues , a não ser que ele  (Biguá) tenha feito antes e eu acredito que não, nós fizemos, não foi nem uma transmissão, não foi nem a competição toda, nós fizemos uma transmissão, inclusive que o distinto que dirigia a Difusora, na época ficou muito puto, porque a modalidade todinha era assistindo o jogo e ele gostava era muito de mim, para não dizer ao contrário, então ficou satisfeito da vida, que foi uma beleza, depois Biguá, fez umas transmissões e tal agora, honestamente eu não sei se foi, a primeira transmissão foi dele, eu sei que a Educativa fez e foi comigo, não sei se a dele foi primeira, eu acredito que não.

TVE - nós ficamos, na Rádio Difusora, na radiodifusão até 79/80, e em 80 ingressamos na TVE. A TVE já tinha o espaço dedicado ao esporte, tinha um programa semanal de esportes, quando eu entrei, eu entrei mas para o jornalismo propriamente dito, quer dizer num programa de política, apesar que no telejornal também entrava de tudo, esporte, notícia, não alterou nada, nós continuamos a fazer a mesma coisa, as transmissões esportivas, a gente conseguiu fazer, no momento dos jogos escolares maranhenses, e a gente teve a oportunidade de transmitir do Costa Rodrigues, isso ao vivo, mas fora isso a gente, fazia a cobertura normal de todos os acontecimentos esportivos.

Sobre profissionalismo - veja só, nesse caso é fácil você fazer, agora depende muito do profissional, eu quando resolvi o curso de arbitragem de Basquete resolvi passar o mês treinando Handebol, para aprender a regra, eu fiz isso simplesmente porque isso antes eu ouvia as transmissões, e principalmente de Basquetebol, porque o Handebol, a gente não tinha aqui, mas o Basquete já acontecia, e a gente ouvia as transmissões, mais antigas do Basquete, e quando você começa a conhecer e que vai ouvir, assistindo o jogo, você fica naquela de quase não se segurar no lugar, porque o juiz tá marcando uma coisa e narrador diz outra, simplesmente porque ele não sabe a regra, então a razão pela qual eu fui fazer o curso. No brasileiro de Basquete, em Curitiba, e lá normalmente esses Campeonatos Brasileiro eles fazem um curso de padronização de arbitragem, para que, do jeito, que o juiz, toma determinada decisão, os outros possam tomar no lance a mesma decisão, para não ter discrepância, então como eu fui acompanhado a delegação nossa, daí eu não tinha nada para fazer fora do jogo, eu também me inscrevi, fez o curso de padronização de arbitragem, no dia seguinte normalmente a gente discutia a arbitragem dos arbitros que tinham atuado e pude fazer critica a árbitros consagrados, inclusive, e isso eu vibrei comigo mesmo, foi exatamente o problema que eu levantei, que os outros árbitros não concordaram, e o próprio árbitro concordou depois, é sinal de que eu tinha aprendido alguma coisa, então depende muito do profissional, se você quer, eu acho que inclusive, todo e qualquer setor, se você é professor de Educação Física que você ainda não conhece, para conhecer e poder aplicar dentro do seu trabalho, no dia-a-dia, certo, então o mesmo caso é o nosso eu acho que se você quer fazer a coisa séria, você gosta daquilo que faz, então você procura se aproximar, nesse caso eu faço desde que o profissional queira fazer, contrário... tem um caso engraçado, na época da Difusora, eu e Fontenelle, lembro um programa de esporte, ao meio-dia, horário nobre aliás era doze e quinze, e tinha um senhor que tinha vindo do Pará, e era responsável pela direção artística da rádio, o programa dia de sábado, e ele era de segunda a sábado aos sábados, normalmente você tinha uma quebra de informações do esporte amador, dos bairros, então esse jogo de periferia, a macacada mandava a nota toda para lá e escalação dos times, tudo bonitinho, só que nessa escalação, tinha uns apelidos sem-vergonhas, que era uma graça, então nós fomos lendo no programa, e Fontenelle é uma besta para sorrir, começamos ali o programa, lá para as tantas ele começou a rir, lendo a escalação dos times, ele começou a rir, e eu me segurando, aqui para levar a coisa, só que teve uma hora, que não deu para segurar o miserável, riu tanto que ai, os dois riram... ai, o seu Fernando Costa que era Diretor, estava ouvindo o programa na sala dele; terminou o programa beleza, quando nós íamos descendo, a escada, ele estava exatamente no pé da escada, e disse: os dois na minha sala, ai disse: me diz uma coisa esse programa e de esporte ou de humorista ? ai Fontenelle, não chefe sabe o que é, e que tem apelidos. Apelido, uma ova, ai mandou um palavrão, lá. Vocês são profissionais, tal e tal; e por escrita, se você riu no próximo final de semana, nós também sorriremos, nunca mais, mas se ele não faz isso, a gente ia continuar sorrindo toda vez que lesse um apelido engraçado, então é esse o problema, não orientam é a garotada fazendo uma série de bobagens ai, então se ele quiser realmente fazer isso, ele tem que puxar por ele, vai ter em Seminário, que a Rádio ou a Televisão me mande ou não, mas eu vou ter um tempo eu vou lá, então vai depender muito dele, mas não há, dificuldade para cobrir esporte principalmente quando você gosta de esporte, eu acho que é um trabalho extraordinário para você fazer.

Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : (s.e.), 2003. (Inédito) – (in ENTREVISTAS).

 

PALMÉRIO CESAR MACIEL DE CAMPOS – POÉ

1938 - Nasceu em Guimarães

1954 - Aos 16 anos a família transferiu-se para São Luís, onde fez contato com o esporte. Jogou Futebol de Campo, Futebol de Praia, depois Futsal e Basquete, sempre se destacando como craque de bola

1957 - passa a jogar futsal pelo Santelmo – recém-criado -, convidado por Cleon Furtado e João Rosa e que contava, ainda, com Raul Guterrez, Murilo Gago, Biné (Benedito Moraes Ribeiro), Mouzart (de Sá Tavares), Ivaldo. Com esse time, foram campeões de 1958 e 1959. A final do campeonato desse ano, foi entre o Santelmo e o Próton, decidida em melhor de cinco pontos; a primeira partida, disputada no casino, o Próton venceu por 5 x 2; o segundo jogo, na AABB (sede da Rua Grande, depois vendida aos Maristas), o Santelmo saiu vencedor, por 3 x 0; e a terceira partida, também no Casino, empate em 2 x 2; e a Quarta e última, disputada no Lítero, 5 x 1, para o Santelmo.

1960 - estava no Próton, convidado pelo Prof. Pedro Santos, jogando ao lado dos irmãos Cassas, Coronel Vieira, Cadico, Canhotinho, César Bragança. O Santelmo conquistou o terra-campeonato – 58, 59, 60, e 61 -.

1962 - o Santelmo e o Próton foram extintos, fundando-se o Cometas, formando uma verdadeira seleção: Poé, Lobão, Enemê (goleiro) Dunga, Nonato e Elias Cassas, Coronel Márcio (Matos Viana Pereira), Luisinho, Canhotinho, César Bragança, Murilo Matos, e Vavá. Essa formação jogou de 62 a 66 sem conquistar nenhum título... No final de 66, deixa de jogar futsal. Os times da época eram bons demais: Graça Aranha, Atenas, Drible, Sampaio. Segundo Poé, o futsal viveu duas fases; a primeira foi da espontaneidade, onde tudo era nativo, não existindo tática, só técnica; a segunda iniciou depois que o time cearense Francisco Lerda passou por aqui e ensinou tática. Juntaram técnica e tática.

RUBEM TEIXEIRA GOULART

1920 - Nasceu em Guimarães. Um dos pioneiros da Educação Física,
1935 - Veio para São Luís em 1935, iniciando sua carreira esportiva no Colégio de São Luiz, do professor Luís Rego.
1942 - ingressou na Escola Nacional de Educação Física, junto com José Rosa, Rinaldi Maia e Valdir Alves. Na Escola Nacional de Educação Física conquistou títulos retumbantes, participando de todos os esportes ali praticados, tendo o seu lugar efetivo nas equipes de volley-ball, basket-ball e atletismo. Foi campeão interno de volley nas competições efetuadas na ENEF; vice-campeão de Halterofilismo, peso médio, além de ter participado das Olimpíadas Universitárias de 1942, nas representações de volley, basket, futebol e atletismo. Alcançou os seguintes lugares nas provas de Atletismo:
  • 2º lugar nos 100 metros rasos, com a marca de 11,2s;
  • 2º em salto em distância num espaço de 6,25 metros;
  • 2º no salto em altura com 1,70 m (igualou também o record);
  • obteve lugar em arremesso do peso com 12 metros;
  • sagrando-se ainda campeão por equipe no revezamento 4 x 100 metros.

1943 - durante as Olimpíadas Universitárias e diversas competições atléticas no Rio, defendendo as cores do Fluminense, saindo-se vice-campeão do decatlo, com 5.007 pontos:

100 metros rasos

11,0s

827 pts.

Salto em distância

6,19m

620 pts.

Arremesso do peso

10,23m

463 pts.

Salto em altura

1,70m

661 pts.

400 metros rasos

54,1s

665 pts.

110 m. s/ barreiras

19,5s

422 pts.

Lançamento do disco

30,16 m

404 pts.

Salto com vara

2,70 m

397 pts.

Lançamento do dardo

29,25 m

278 pts.

1.500 metros rasos

5m29,0s

270 pts.

Total

 

5.007 pts


 

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