Os níveis de atividade física estão associados a sintomas depressivos: um estudo transversal com 58.445 adultos
Por Luana de Lima Queiroga (Autor), Oskar Kaufmann (Autor), Raphael Mendes Ritti-Dias (Autor), Paolo Marcello da Cunha (Autor), Carlos André Minanni (Autor), Rafael Mathias Pitta (Autor), Nelson Wolosker (Autor).
Resumo
Introdução: A depressão é a principal causa de doenças e incapacidades relacionadas à saúde mental. A atividade física (AF) tem sido incluída como parte das abordagens terapêuticas para pacientes com depressão. Este estudo teve como objetivo investigar as associações entre sintomas depressivos e níveis de AF em uma grande coorte representativa de adultos e idosos brasileiros.
Métodos: Foram analisados dados de 58.445 adultos brasileiros (68,6% homens e 31,4% mulheres) com 18 anos ou mais (42,2 ± 10 anos), que participaram de iniciativas de rastreamento em saúde entre 2008 e 2022 no Centro de Medicina Preventiva de um hospital quaternário em São Paulo, Brasil. Foram coletados dados de saúde padronizados (antropométricos, laboratoriais, clínicos e comportamentais). Um modelo de regressão hierárquica foi utilizado para examinar as associações com base na presença ou ausência de sintomas depressivos.
Resultados: No modelo final, idade, sexo (feminino), índice de massa corporal (IMC) (por kg/m²), presença de hipertensão, presença de diabetes mellitus, risco de consumo de álcool, tabagismo e estresse percebido estiveram associados a maiores chances de sintomas depressivos. Entretanto, os níveis de AF estiveram associados a menores chances de sintomas depressivos.
Conclusão: Os achados revelaram que qualquer nível de AF esteve de forma independente e significativa associado a um risco reduzido de sintomas depressivos.