Oscilações do Tronco de Atletas no Plano Transverso em Função da Velocidade da Corrida

Por: Pedro Paulo Deprá e René Brenzikofer.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: A movimentação do tronco tem sido analisada em diferentes tarefas
motoras desportivas. O objetivo deste trabalho foi analisar os movimentos de rotação
de eixo longitudinal do tronco, no plano transverso, em diferentes níveis, em função
da velocidade da corrida. Método. A amostra foi composta por 10 atletas voluntários
(18-26 anos), com experiência esportiva, correndo descalços sobre uma esteira
regulada em oito velocidades (1.8-4.0 m/s). Foram fixados sobre o dorso dos
voluntários quatro pares (bilaterais) de marcadores retrorefletores, definindo quatro
regiões, ao nível dos acrômios, das vértebras T6 e L4 e, das espinhas ilíacas pósterosuperioras. A localização no espaço 3D desses marcadores durante a corrida foi
obtida através de técnicas videogramétricas. Consideramos um plano horizontal
como sendo o plano anatômico quase-transverso. As oscilações angulares do tronco
foram medidas pela variação angular dos segmentos de reta que unem os pontos
dos pares homônimos de bilaterais, projetados no plano transverso. Para cada
velocidade foram registradas 15 passadas consecutivas e calculados os ângulos médios
em cada instante do ciclo. Assim obtivemos uma curva representativa do ângulo
médio em função do ciclo da passada em cada região representativa. Resultados:
Encontrou-se o mesmo padrão oscilatório para todos os atletas em todas as
velocidades, isto é uma rotação anti-horária durante o passo de apoio do pé direito
seguida de uma, horária, durante o outro passo. Observou-se que metade da amostra
apresentou defasagens temporais entre a região torácica e a lombar. Nestes, o ângulo
máximo de rotação no sentido anti-horário para a região torácica ocorreu durante a
fase do primeiro duplo vôo, enquanto que para a região lombosacra ocorreu no
momento do apoio do pé esquerdo. As amplitudes observadas nessas oscilações,
para todas velocidades, foram para os acrômios da ordem de 20.5±5.2 graus, para a
vértebra T6 da ordem de 21.0±5.5 graus, para a vértebra L4 da ordem de 12.2±3.9
graus e para as espinhas ilíacas póstero-superioras da ordem de 10.4±4.3 graus. As
amplitudes das oscilações angulares aumentaram de maneira significativa com a
velocidade da corrida (p<0.05). Conclusão: No plano transverso há um aumento
significativo na amplitude das oscilações angulares da região lombosacra à torácica.
Também observa-se uma correlação positiva significativa entre as amplitudes das
oscilações angulares de todos os segmentos bilaterais e a velocidade.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/72_Anais_p377.pdf

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