Resumo

“Eu pago, não deveria transporte não é mercadoria!” 4 “Da copa eu abro mão, eu quero investimento em saúde e educação!” Com as palavras acima, a juventude brasileira saiu às ruas em todo país nas jornadas de junho e julho levantando principalmente a bandeira da redução da tarifa de ônibus e agregando outras pautas como a luta pela educação e pela saúde pública, pelo direito a cidade e ao lazer. Sob o escopo da luta pela redução da tarifa, os manifestantes em meio a Copa das Confederações extrapolaram a pauta puramente econômica e expressaram a indignação frente ao atual estágio de precarização e privatização do modo capitalista de vida que vivemos. Nas ruas, a juventude levantou as bandeiras em defesa da educação pública – como a defesa de 10% do PIB para a educação pública já, o pagamento do Piso Salarial dos Professores no RS, a defesa da saúde pública – como a luta contra a EBSERH e a precarização do SUS e a negação da vinda dos megaeventos esportivos para o Brasil. Com isso, demonstrou que a prioridade do governo federal e estaduais tem sido a de governar dando prioridade para o crescimento dos lucros de banqueiros e empresários, enquanto deixa a míngua trabalhadores e juventude que vivenciam cada vez mais ataques como a retirada de direitos, a privatização da vida e a crescente criminalização das populações negras, periféricas, indígenas, não heteronormativas e dos movimentos sociais.

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