Resumo

O objetivo da pesquisa foi comparar os efeitos do treinamento resistido elaborado com base nas recomendações da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial e do treinamento resistido com Restrição do Fluxo Sanguíneo (RFS) sobre as variáveis cardiovasculares clínicas e ambulatoriais de idosos hipertensos. A amostra foi composta por 27 idosos hipertensos medicados, divididos de forma aleatória em dois grupos experimentais: Sem RFS (N=14; 66,5 ± 1,4 anos; 50,0% mulheres) e Com RFS (N=13; 68,5 ± 1,6 anos; 69,2% mulheres). Ambos os grupos se submeteram a um período de intervenção composto por 10 semanas com 2 sessões de treinamento resistido por semana. Durante o período de intervenção, as sessões de treinamento resistido foram compostas por: 4 exercícios (Extensão de Cotovelo, Flexão de Cotovelo, Extensão de Joelho e Flexão de Joelho) realizados de forma unilateral, 3 séries até a fadiga moderada (redução subjetiva da velocidade de movimento), respeitando intervalo de descanso de 90 segundos entre as séries e exercícios. O Grupo Sem RFS realizou o treinamento com intensidade de 50% de 1 RM. O Grupo Com RFS realizou o treinamento com intensidade de 30% de 1 RM e com manguitos inflados a 70% da pressão de oclusão total do fluxo sanguíneo correspondente para cada membro (superior e inferior, direito e esquerdo). Antes e após o período de intervenção, os voluntários foram submetidos à avaliação da pressão arterial e da frequência cardíaca em condições clínicas (em repouso sentado) e em condições ambulatoriais (durante 24 horas). Os dados foram analisados de forma descritiva e inferencial. Em comparação com os valores pré-intervenção, nenhum dos tipos de treinamento resistido promoveu alterações cardiovasculares clínicas e ambulatoriais (P>0,05). Não foram observadas diferenças significantes entre as variáveis cardiovasculares clínicas e ambulatoriais medidas nos dois grupos experimentais (P>0,05). Conclui-se que nenhum dos tipos de intervenção promoveu mudanças cardiovasculares clínicas e ambulatoriais, de modo que não houve diferença entre efeitos do treinamento resistido elaborado com base nas recomendações da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial e do treinamento resistido com RFS em idosos hipertensos.

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