Percepção da autoeficácia na organização de excursões escolares. Um estudo com futuros professores de Educação Física
Por David Cerro Herrero (Autor).
Em Lecturas: Educación Física y Deportes v. 31, n 337, 2026.
Resumo
Este estudo analisou a percepção de autoeficácia de 66 alunos do quarto ano da Licenciatura em Educação Primária com especialização em Educação Física da Universidade da Extremadura, no que diz respeito à organização de excursões escolares. Foi utilizado um desenho quantitativo descritivo, empregando um questionário de 30 itens com uma escala de Likert de 5 pontos. Os dados foram processados utilizando o software IBM SPSS Statistics através de análise descritiva, após recodificação dos itens formulados negativamente. Os resultados foram estruturados em quatro dimensões: pedagógica, planeamento e logística, administrativa e gestão, e avaliação e melhoria. De um modo geral, os alunos apresentaram níveis de autoeficácia moderados a elevados (M > 3,5). A dimensão pedagógica obteve as pontuações mais elevadas, particularmente em relação à confiança em manter uma atitude positiva em relação aos alunos (M = 4,27). Por outro lado, as pontuações mais baixas apareceram no planeamento logístico e na gestão administrativa, especialmente no desenvolvimento de planos de excursão (M = 2,56) e na obtenção de autorizações (M = 2,73). Além disso, a experiência prévia na organização de excursões mostrou estar relacionada com níveis mais elevados de autoeficácia (p < 0,05). O estudo conclui que há necessidade de reforçar a formação inicial dos professores nos aspetos organizacionais, administrativos e práticos, promovendo experiências reais que aumentem a confiança profissional no planeamento de atividades educativas fora da sala de aula.