Resumo

Identifica-se o baixo nível de atividade física em idosos apesar das evidências sobre os benefícios do exercício na saúde e qualidade de vida. Objetivou-se analisar a associação entre Nível de Atividade Física e a percepção do ambiente em idosos de Canindé/CE. Estudo transversal de base populacional com 372 idosos. Aplicou-se questionário de caracterização sociodemográfica, a versão brasileira da Neighborhood Environmental Walkability Scale e o International Physical Activity Questionnaire, analisados no SPSS 16.0. Encontrou-se 41,1% da população suficientemente ativa, com média de idade de 71,01(+9,23) anos. A maioria dos suficientemente ativos residem próximo a ruas bem iluminadas (p=0,017), praças (p=0,028), clubes (p=0,034), mercadinhos/supermercados (p=0,009) e igrejas/templos (p=0,027), locais específicos para caminhar (p=0,004) e com segurança para se exercitar à noite (p=0,000). Estas duas últimas variáveis, juntamente com a idade entre 60-69 anos foram consideradas preditoras do adequado Nível de Atividade Física. Os idosos que apontaram tempo de caminhada de até dez minutos até um local específico para caminhar tiveram 6,034 vezes mais chances de serem suficientemente ativos; a segurança para caminhar, andar de bicicleta ou praticar esportes perto de casa durante a noite aumentou as chances em 5,258 vezes; e idosos jovens, na faixa etária de 60 a 69 anos tiveram aumento de 2,577 chances de serem suficientemente ativos. Os resultados apontam a necessidade de estratégias de promoção do estilo de vida ativo em idosos, com ênfase na construção e preservação de ambientes físicos e sociais que promovam saúde e qualidade de vida na comunidade.

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