Percepção subjetiva de esforço e sentimento de prazer em jogos de futsal: comparação entre vencedores e perdedores
Por Joaquim Henrique Tabosa (Autor), Leandro Amaral Fialho (Autor), Felipe Canan (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
o futsal é um jogo esportivo de invasão popular em contexto pedagógico (Santana, 2009). Seu ensino a partir de metodologias baseadas no jogo é cada vez mais recomendado pela literatura (González-Víllora et al., 2024). Porém, efeitos de diferentes naturezas ainda são pouco conhecidos. OBJETIVO: comparar efeitos de percepção subjetiva de esforço (PSE) e sentimento de satisfação entre equipe vencedora e perdedora em jogo formal e reduzido de futsal. METODOLOGIA: pesquisa quase-experimental, qualiquantitativa, com participação de 12 integrantes de um programa de prática multiesportiva. Os instrumentos foram a PSE e a escala de sentimento (FS). Foi realizado umjogo formal (5x5) e dois reduzidos (3x3), todos com dois tempos de 10 minutos e equipes equilibradas em relação ao nível técnico dos jogadores. Os dados foram coletados 10 minutos ao fim de cada jogo. A análise foi via estatística descritiva (médias). RESULTADOS: no jogo formal, a PSE foi de 6 (difícil/muito difícil) para o vencedor, e 6,2 (difícil/muito difícil) para o perdedor. No primeiro jogo reduzido, foi de 3,6 (moderado) para o vencedor, 9,3 (máximo) para o perdedor. No segundo jogo reduzido, foi de2,6 (fácil) para o vencedor, e 3,3 (moderado) para o perdedor. Já a FS foi, no jogo formal, de 2,8 (bem) para o vencedor, e 0,6 (neutro) para o perdedor. No primeiro jogo reduzido, foi de 3 (bem) para o vencedor, e 0,33 (neutro) para o perdedor. No segundo jogo reduzido, foi de 3 (bem) para o vencedor, e 1 (razoavelmente bem) para o perdedor. CONCLUSÃO: em todos os jogos, a equipe vencedora apresentou menor PSE e maior FS, o que sugere que precisou se esforçar menos e ao mesmo tempo teve maior satisfação com o jogo. A relação entre PSE e FS, assim, foi inversa. Estudos com mais participantes e diferentes contextos são necessários