Resumo
O estudo objetivou analisar a postura em escolares, identificando desvios e assimetrias do tronco e membros inferiores. Perspectivou também, estabelecer relações com a prática de atividade físicas e a presença da dor. O embasamento teórico está assente na bibliografia de cunho biológico, uma vez que muitas posturas adquiridas o são em decorrência de vários fatores etiológicos. A metodologia empregada circunscreveu-se no paradigma empírico analítico, empregando-se a estratégia ex-post-facto. Os sujeitos avaliados foram 205 escolares de ambos os sexos, com idade entre 10 e15 anos, escolhidos aleatoriamente, em um Centro Esportivo Municipal, e mais 3 escolas da rede de ensino particular e pública, localizadas na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro – Brasil. O instrumento foi constituído de uma ficha individual para avaliação postural e um simetrógrafo. Para análise dos dados recorreu-se a técnica da estatística descritiva percentual. Os resultados apontaram uma incidência considerável de assimetrias e desvios posturais num expressivo número de alunos pesquisados. Em relação ao tronco, houve uma tendência à instalação da escoliose para o sexo feminino, nas hiperlordoses cervical e lombar, as distribuições de freqüências foram iguais e na hipercifose dorsal a maior distribuição foi no sexo masculino. Nos membros inferiores, as meninas apresentaram maior distribuição nos desvios de joelhos valgos, pés valgos e planos. A presença da dor apresentou uma distribuição de freqüência igual para ambos os sexos, com predominância na região dorso lombar. O estudo revelou que tantos os meninos quanto as meninas praticam igualmente esportes e que não houve relação entre a prática de atividades físicas e a presença da dor.