Periodização da recuperação e da adaptação
Por Tiago António Rosa Novo (Autor).
Em XIX Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
As adaptações a um programa de treino são proporcionais à intensidade do treino. E quanto maior a intensidade do treino, mais danos musculares e consequentemente mais métodos se irão utilizar para aumentar a recuperação. Um dos tópicos recentes e controversos na área de recuperação é se o uso acumulativo dos métodos de recuperação pode ser “demasiado”? A maioria entende os princípios de sobrecarga e supercompensação. Treina-se, induz-se o cansaço e depois recupera-se. Se esses três componentes forem dosados corretamente, deve ocorrer uma adaptação positiva. O que esse processo destaca é que a fadiga é uma parte importante do processo de treino e necessária para induzir a adaptação. Isso levanta a questão de que se a fadiga, os danos musculares e a inflamação são importantes para impulsionar a adaptação e a recuperação crónica ou poderia ser prejudicial a longo prazo. E coloca-se por vezes a dúvida da escolha entre uma recuperação rápida ou uma adaptação de longo prazo. Coloca-se a questão principal: A recuperação aguda é boa para a adaptação a longo prazo e que processo deve ser valorizado em primeiro lugar? Para tentar responder a essa questão, deverá colocar em prática uma periodização da recuperação e saber em que fases ou situações é que se deve considerar um processo de recuperação ou de adaptação de forma a otimizar o desempenho desportivo em geral e em simultâneo aproveitar as oportunidades para executar algum tipo de processo de recuperação.