Resumo

Mulheres pretas, pardas, asiáticas e indígenas com menor escolaridade enfrentam mais dificuldades. Estudo acompanhou o mesmo grupo por uma década

Luciana Constantino | Agência FAPESP – Um estudo que acompanhou moradores de São Paulo durante dez anos revelou que a prática de atividade física no tempo livre é altamente desigual, e o abismo entre os estratos sociais está aumentando. Enquanto homens brancos e com alta escolaridade se exercitam cada vez mais, mulheres de minorias raciais com baixa escolaridade apresentam os menores índices de atividade física no lazer. Em contrapartida, o exercício associado ao transporte urbano – como caminhar para o trabalho – distribui-se de maneira mais uniforme entre os diferentes estratos da população. Os dados foram publicados em maio no International Journal of Behavioral Nutrition and Physical Activity.

Outras pesquisas desenvolvidas em países do Norte Global já trataram de fatores sociais influenciando com maior ou menor prevalência a prática esportiva, mas esta liderada por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) tem um diferencial e é pioneira por acompanhar os 978 participantes desde 2014, com coletas de dados em três momentos: 2014/15, 2020/21 e 2023/24.

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