Resumo

Aptidão aeróbia elevada tem sido associada a menor reatividade cardiovascular ao estresse. No entanto, essa relação permanece pouco explorada em profissionais expostos a altos níveis de estressores. Este estudo avaliou se policiais com maior aptidão aeróbica apresentam menor reatividade da pressão arterial (PA) ao estresse mental. Um estudo transversal foi conduzido com 41 policiais militares, divididos em baixa (n = 21) e elevada aptidão aeróbia (n = 20), com base no consumo médio de oxigênio de pico (VO2pico). Os policiais foram submetidos ao Teste de Cor e Palavra de Stroop, com aferição da PA e da frequência cardíaca (FC) mensuradas em repouso e durante o estresse. A reatividade cardiovascular foi determinada a partir do pico delta (Δ) da PA sistólica (PAS) e diastólica (PAD) e da FC. Os policiais foram classificados como hiperresponsivos com base no percentil 75 desses deltas. Policiais com maior aptidão aeróbica não apresentaram menor reatividade da PAS. (↑VO2 pico: 19±8vs ↓VO2 pico: 19±11 mmHg, p=0,836), PAD (13±5 vs15±6 mmHg, p=0,276) e FC (12±8vs 8±7 bpm, p=0,102). No entanto, apresentaram menos hiperresponsividade para PAS (2 [18,2%] vs. 9 [81,8%], p=0,018) e PAD (2 [20%] vs. 8 [80%], p=0,036), sem diferença para FC (7 [70%] vs 3 [30%], p=0,123). Em resumo, policiais militares com maior aptidão aeróbica não apresentaram menor reatividade pressórica média ao estresse mental, mas demonstraram menor hiperresponsividade.

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