Resumo

A qualidade do atendimento em academias de ginástica tem emergido como preocupação no meio acadêmico (Calesco; Both, 2020). Ainda que incipientes, surgem estudos que buscam compreender a atuação pedagógica dos professores de Educação Física (PEF) nesses espaços (Silva; Ferreira, 2020; Cruz; Oliveira, 2025). Nessa linha, compreendemos o atendimento realizado pelos professores como indissociável de sua dimensão pedagógica, uma vez que envolve interações entre professor e aluno no trato com as práticas corporais. Furtado (2007) aponta que o ensinar dos PEF se dá de maneira complexa, uma vez que ensino e lucratividade passam a se misturar nesse ambiente, de modo que a dimensão pedagógica tende a ser colocada em segundo plano. Tal fenômeno pode ser aproximado da crítica de Snyders (1978) à não diretividade, situação em que o professor evita assumir uma postura inflexível, mas tampouco propõe elementos que estimulem processos reflexivos. Assim, é plausível afirmar que isso esteja relacionado à valorização do atendimento individualizado na modalidade de personal training.

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