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PREFÁCIO

 

Colocamos à disposição do público o ”Atlas do Esporte no Maranhão”, Volume V da “Coleção MEMORIA(S) DO ESPORTE, LAZER, E EDUCAÇÃO FÍSICA DO MARANHÃO”. É um documento de memória[1] e não de história[2]:

  • Volume I – “Ensaios no tempo” se constitui em apontamentos para uma história do esporte, abrangendo o período 1600-1900;
  • Volume II – “Um novo mergulho no tempo” vai dos 1900 até 1930, período de implantação do ‘sport’ na São Luís do Maranhão, especialmente; 
  • Volume III – “Memória oral” abrange os anos 30 até os 90; caracteriza-se pela consolidação do esporte moderno, de responsabilidade de duas gerações de ‘sportman’ – a dos “ERRES” e a de “53”;
  • Volume IV – em “Outros Escritos” são apresentados os apontamentos que detalham alguns aspectos dessa história/memória, mais pontuais...

 

O “Atlas do Esporte no Maranhão” (versão reduzida e complementar do Atlas nacional de 2005[3], editado por Lamartine Pereira DaCosta[4]) reúne capítulos dedicados a São Luís e a alguns outros municípios maranhenses, com maiores detalhes do que o Atlas nacional. Houve adição de capítulos com temas de maior significado para o Maranhão, específicos, readaptação/atualização local de temas já encontrados no nacional. Estes Atlas se organizam em princípio para uso em formatos eletrônicos, porém optamos, como na primeira versão do nacional, em ter uma versão em papel.

Aqui se trabalha com marcos histórico, mas não se faz história [5]. Se oferece base para o trabalho de historiadores, e se constitui num banco de dados com registros a serem interpretados por terceiros com interesses múltiplos e que está proposto para contínua revisão de dados.

Quando de minhas primeiras contribuições como pesquisador-associado do Atlas... o objetivo fora de resgate das primeiras manifestações do lúdico e do movimento no Maranhão, limitando-me até à década de 70 do século XX. Pretendia que alunos e professores do Curso de Educação Física da UFMA abraçassem o projeto e dessem continuidade a esse levantamento. O que não aconteceu...

Registro aqui que nesses anos de pesquisa contei com a colaboração de meus alunos dos Cursos: Seqüencial de Educação Física, da UEMA; e Licenciatura em Biologia, disciplina Educação Física, do então CEFET-MA, ministrados em São Luís; Bacabal; Dom Pedro; Mirinzal; Guimarães... onde houve trabalho de pesquisa desses alunos, constam como os autores do capítulo; outros profissionais também colaboraram, então como co-autores, e registrados nos locais onde se deu essa colaboração. Obrigado a todos...

Servi-me também da ampla produção literária produzida no Maranhão, autores consagrados nacionalmente em sua maioria – memórias, histórias, contos, romances... Artigos de jornais especialmente a série “Onde anda você?” do Edivaldo e da Tânia Biguá.

O padrão geral de formato dos capítulos sugere uma listagem cronológica de fatos relevantes que tiveram conseqüências no desenvolvimento (crescimento, mudança de direção, estagnação e/ou retrocesso) do esporte [6] ou de manifestações relacionadas à educação física ou atividade física de lazer e/ou de saúde. Portanto, a base de conteúdo é a ordem cronológica dos fatos descritos começando por referência ao ano (s) do acontecimento, a décadas se o período focalizado é mais longo, ou até mesmo século(s) em casos excepcionais. Ano, década e século são subtítulos no Atlas.

Em sua abordagem se evitam as criticas ou denúncias diretas a pessoas ou instituições.

Alguns capítulos já aparecem nas duas versões do Atlas do Esporte no Brasil – em papel (SHAPE, 2005)4 e a versão eletrônica (CEV/SISTEMA CONFEF-CREF, 2006)[7]. Aqui, atualizadas, revistas, ampliadas. As informações aqui apresentadas não são exaustivas. O que significa que a obra está aberta a novas contribuições – e é o que se espera...

A SEDEL se compromete a manter o banco de dados a disposição para atualizações, acréscimos, e principalmente a novos autores. Pelo sistema de sua constituição, todos aqueles que apresentam uma contribuição viram autor... Cabe a mim, ao Laércio e ao Lamartine a coordenação desse trabalho. Mão à obra.

Ou como diz o Laércio, “oremos”...

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

Universidade Estadual do Maranhão

Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão

 

[1] Memória - registros descritivos e datados; não é diagnóstico nem plano. (www.atlasesportebrasil.org.br.)

[2] História - processo de interpretação sob forma de narrativa com base temporal. (www.atlasesportebrasil.org.br).

[3] Sistema de Informações e Gestão em Esporte e Atividades Físicas (em organização): Oferta pública de informações produzidas por voluntários, abrangendo atividades físicas esportivas, de educação física, de saúde e de lazer, usando a Internet como meio de acesso principal e outros meios eletrônicos (CD, DVD etc.) que possam ampliar a oferta de conhecimentos e facilitar a gestão de empreendimentos nas atividades descritas e analisadas. O objetivo principal das descrições e análises do Atlas é observar os significados econômicos e sócio-culturais do esporte em suas diferentes manifestações no Brasil. (www.atlasesportebrasil.org.br).

[4] DaCOSTA, Lamartine Pereira (org). Atlas Do Esporte No Brasil. Rio de Janeiro: SHAPE, 2005

[5] DaCOSTA, Lamartine Pereira; NOGUEIRA, Heloisa; BISPO, Evlen. Padrões Para A Elaboração Dos Atlas Estaduais, De Regiões E Cidades, 3ª. Versão. Disponível em www.atlasesportebrasil.org.br, em correspondência pessoal ao autor, em 22 de agosto de 2005.

[6] Expressão genérica, eventualmente completada com palavras de significados congêneres – em especial das áreas de lazer, saúde e educação física -, usada no Sistema Atlas como síntese das atividades físicas praticadas como manifestação pessoal, grupal e comunitária, ou como promoção de instituições privadas e públicas. Por padrão, esta expressão adota a grafia mais comum de ser encontrada no Brasil: “esporte” (sem o “d” da palavra “desporto”). In www.atlasesportebrasil.org.br

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