Prevalência de brincadeiras ativas em crianças e adolescentes brasileiros: uma revisão sistemática atualizada para o Report Card Brasil
Por Edirlane Soares do Nascimento (Autor), Dayane Tays da Silva (Autor), Laíze Eduarda Soares Farias (Autor), Renato Pereira Santos (Autor), Daiane Barbosa Oliveira (Autor), Ruan Victor Barbosa Oliveira (Autor), Francisca Jacielle Ferreira de Oliveira (Autor), José Fernando Vila Nova de Moraes (Autor), Yara Lucy Fidelix (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 28, 2026.
Resumo
O objetivo do presente estudo foi identificar, sintetizar e avaliar os estudos brasileiros que abordam brincadeiras ativas em crianças e/ou adolescentes. Foram consultadas as bases de dados eletrônicas Pubmed, Scielo, Web of Science e Lilacs, no período delimitado de 2020 a 2024. Como critério de inclusão, foram considerados estudos com crianças e/ou adolescentes brasileiros com até 19 anos de idade, observacionais (transversal ou longitudinal), publicados de 2020 a 2024 em inglês, espanhol ou português, que abordassem brincadeiras ativas e/ou atividades de lazer ativo. Foram excluídos estudos realizados com atletas e/ou com atividade física estruturada ou escolar. Inicialmente, foram identificados 914 estudos. Considerando-se os critérios de inclusão, foram analisados 15 estudos que incluíram 552.172 crianças/adolescentes com idades de 0 a 19 anos. A prevalência de atividade física no lazer/active play em crianças variou de 41,3% a 76%, com tempo médio diário de 34 minutos, quando medido por acelerometria, e 188,7 minutos, quando avaliado por questionários. Nos adolescentes, a prevalência média de atividade física no lazer/active play foi de 45,2%. Tanto em crianças quanto em adolescentes, a prevalência média de atividade física no lazer/active play/ foi superior nos meninos se comparada à prevalência média nas meninas. Brincar ao ar livre, residir em casas com quintal e frequentar escolas com pátio e playground estiveram associados a níveis maiores de movimento e de atividade física moderada a vigorosa. A prevalência de active play variou entre os estudos analisados e mostrou-se maior nos meninos, mas algumas lacunas metodológicas indicam cautela na interpretação dos achados.