Resumo

O objetivo do presente estudo foi identificar, sintetizar e avaliar os estudos brasileiros que abordam brincadeiras ativas em crianças e/ou adolescentes. Foram consultadas as bases de dados eletrônicas Pubmed, Scielo, Web of Science e Lilacs, no período delimitado de 2020 a 2024. Como critério de inclusão, foram considerados estudos com crianças e/ou adolescentes brasileiros com até 19 anos de idade, observacionais (transversal ou longitudinal), publicados de 2020 a 2024 em inglês, espanhol ou português, que abordassem brincadeiras ativas e/ou atividades de lazer ativo. Foram excluídos estudos realizados com atletas e/ou com atividade física estruturada ou escolar. Inicialmente, foram identificados 914 estudos. Considerando-se os critérios de inclusão, foram analisados 15 estudos que incluíram 552.172 crianças/adolescentes com idades de 0 a 19 anos. A prevalência de atividade física no lazer/active play em crianças variou de 41,3% a 76%, com tempo médio diário de 34 minutos, quando medido por acelerometria, e 188,7 minutos, quando avaliado por questionários. Nos adolescentes, a prevalência média de atividade física no lazer/active play foi de 45,2%. Tanto em crianças quanto em adolescentes, a prevalência média de atividade física no lazer/active play/ foi superior nos meninos se comparada à prevalência média nas meninas. Brincar ao ar livre, residir em casas com quintal e frequentar escolas com pátio e playground estiveram associados a níveis maiores de movimento e de atividade física moderada a vigorosa. A prevalência de active play variou entre os estudos analisados e mostrou-se maior nos meninos, mas algumas lacunas metodológicas indicam cautela na interpretação dos achados.

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