Profanadores urbanos: a utilização da cidade de Belém do Pará pelos skatistas (1990-1999)
Por Bernardo Ricardo Freire da Silva (Autor).
Em V Encontro Latino-Americano de Investigadores(as) sobre Corpos e Corporalidades nas Culturas
Resumo
O desenvolvimento da prática do skate ocorreu na década de 1970 devido a construção e a adaptação do poliuretano nas rodas de skate. Posto isso, não demorou muita para a práxis do skate chegar no Brasil, sendo primeiramente praticado no território tupiniquim por surfistas que utilizavam de rodas de patins para pregar em pedaços de madeira com o objetivo de simular os skates dos Estados Unidos, visto que skateboards não eram vendidos no Brasil. Desse modo, este trabalho objetiva entender e discutir a relação dos skatistas com o espaço urbano e a construção de uma nova moral na cidade de Belém do Pará, capital da Amazônia. Para isso, serão analisadas as subjetividades, identidades e o questionamento da moral dominante por essa tribo urbana, além de estudar sobre a marginalização aos skatistas, investigar a apropriação do espaço da metrópole e debater sobre o direito à cidade. As fontes da pesquisa são relatos de skatistas locais, gravações de skate na década de 1990 e fanzines. A partir destas fontes, será possível entender o relacionamento dos skatistas de Belém nos anos 1990 com a cidade e seu papel em questionar as autoridades. O recorte temporal escolhido se deve ao crescimento da cena do skate na década de 1990.