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Resumo

Se há trinta anos, uma menina dissesse a sua mãe quero aprender a voar em um trapézio. Sua mãe teria rido. E mesmo que ela a tivesse levado a sério, a não ser que ela fosse uma trapezista, não saberia onde levá-la. O circo aprendia-se no circo, e quem aprendia era gente do circo.

Mas justo neste momento, em diferentes lugares do planeta, o circo estava se rein-ventando. Nas praças das grandes cidades prosperavam jovens artistas, malabaristas, acrobatas, palhaços de todas as cores, sendo a maioria autodidata, dando o novo vigor à linguagem do circo e atualizando-o, a um público acostumado a receber entretenimento por esses meios.

Muitos desses artistas não tinham nascido no circo. Traziam formações de outras artes cênicas, outras inquietudes artísticas e vontade de iniciar a linguagem expressiva circense. O êxito das propostas desses artistas de circo de "pequeno formato" permitiu a criação de espe-táculos em formatos maiores, um autêntico circo contemporâneo, que, sem perder sua raiz ao desafio físico, oferecia um espetáculo com novos conteúdos, novas músicas e nova plástica.

Ao mesmo tempo, estes artistas careciam da cultura centenária de seus predecessores.  

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