Qualidade de vida e distúrbios da musculatura do assoalho pélvico no puerpério
Por Thaiane Moleta Vargas (Autor), Leandro Martinez Vargas (Autor), Edher Lucas Antunes (Autor), Rafael Carlos Sochodolak (Autor), Jean Carlos de Goveia (Autor), Bruno Pedroso (Autor).
Em Revista Brasileira de Ciência & Movimento v. 33, n 1, 2025.
Resumo
Durante o período gestacional, diversas alterações físicas, hormonais e fisiológicas podem resultar em disfunções da musculatura do assoalho pélvico (DMAP) das mulheres, ocasionando dor, desconforto, sentimentos de constrangimento, vergonha e isolamento social. O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de vida (QV) de mulheres no período puerpério e identificar os fatores associados às DMAP. Trata-se de uma pesquisa de natureza transversal, quantitativa e descritiva, envolvendo 182 mulheres que realizaram o parto normal ou cirúrgico em um Hospital Universitário Materno Infantil (HUMAI) na cidade de Ponta Grossa/PR. Foram utilizados como instrumentos o WHOQOL-bref e Pelvic Floor Bother Questionnaire (PFBQ). Os resultados encontrados apontaram que a média da QV geral foi considerada satisfatória, com os domínios físico e psicológico apresentando maiores escores. As DMAP mais prevalentes foram a dispareunia e a incontinência urinária de esforço. Houve uma correlação negativa significativa entre o escore geral das DMAP e os domínios físico, psicológico, relações sociais e autoavaliação da QV. Concluiu-se que as DMAP têm relação negativa com a percepção da QV das mulheres no puerpério. O domínio físico e a autoavaliação da QV foram mais afetados pelos distúrbios das DMAP. Portanto, propõe-se a ampliação de políticas públicas relacionadas à saúde materna durante a gestação e/ou à recuperação no pós-parto, visando garantir uma melhor qualidade de vida para as mulheres e proporcionar tratamentos adequados.