Resumo

O futebol evidencia práticas racistas há quase um século, a exemplo da não-aceitação de jogadores negros nos clubes brasileiros nos primórdios desse esporte; da “condenação” de atletas negros enquanto responsáveis por derrotas históricas; do negro em função logística nos estádios e não como consumidor do espetáculo; e sobretudo das diversas manifestações racistas vindas das arquibancadas, a exemplo do jogador brasileiro Vinicius Junior, alvo de ataques na Espanha. Esse caso é retroalimentado nas redes por hashtags como #ForçaViniJr, #LaLigaRacista e #BailaViniJr. A partir de metodologia que combina revisão bibliográfica e análise de discurso, este estudo debate as relações entre racismo no futebol e ativismo de hashtag, ponderando sobre a efetividade da hashtag enquanto ferramenta discursiva de prevenção e combate ao racismo.

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