Relação do Treinamento de Força e o Aumento das Células Cd4+ e Cd8+ de Indivíduos Vivendo com Hiv/aids

Por: Afonso Vinícius Clementino da Silva, Anna Leticia Maciel Carvalho, José Deivison de Souza, José Luiz Silva de Moura e Paulo Roberto Cavalcanti Carvalho.

40º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte SIMPOCE

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.Resumo

INTRODUÇÃO: A Síndrome da imunodeficiência adquirida é considerada um dos grandes casos de saúde pública devido ao seu potencial pandêmico (AMORIM et al, 2017). No Brasil, de acordo com os dados do Ministério da saúde, de 2007 até junho de 2016 foram notificados 136.945 casos de infecção pelo HIV, sendo 71.396 no Sudeste (52,1%), 28.879 no Sul (21,1%), 18.840 no Nordeste (13,8%), 9.152 no Centro-Oeste (6,7%) e 6.868 na Região Norte (6,3%). Está é acompanhada por alterações estruturais e funcionais relacionadas ao sistema imunológico (DERESZ et al, 2007). A principal característica é uma perda progressiva na quantidade de linfócitos T (CD4+) e linfócitos T (CD8+), que causam imunossupressão, enfraquecendo a resposta do sistema imune às doenças oportunistas (SILVA et al, 2015). Diante do exposto, o treinamento físico pode se apresentar como uma estratégia importante para a melhora no quadro de saúde de pessoas que vivem com HIV/AIDS (MELO, 2017). Com isso, o presente estudo se caracteriza como uma investigação, que possui grande relevância científica, uma vez que a temática "treinamento de força e resposta imune" necessita de novos estudos. OBJETIVO: Descrever como o sistema imunológico se apresenta após 50 sessões de Treinamento através da contagem das células CD4+ e CD8+. METODOLOGIA: O grupo foi composto por 15 indivíduos portadores de HIV e tinham de seguir os critérios fazer uso regular da terapia anti-retroviral por, no mínimo 1 ano; não realizar atividade física regular nos últimos 6 meses; ter acompanhamento médico no ambulatório do Hospital das Clínicas da UFPE e não estar sob tratamento com corticóides, esteróides anabolizantes ou hormônio do crescimento. Foram realizadas 50 sessões de treinamento de força, com frequência de 3 vezes na semana em dias não consecutivos. No período pré-intervenção foi realizado a mensuração do teste de força máxima (1RM) para cada exercício. Cada sessão teve duração aproximadamente de 45 minutos de treinamento de força composto por 6 exercícios (Chest Press, Lat Pull down, Seated Row, Leg Press, Calf extension, Abdominal Crunch) realizados em equipamentos de musculação da marca Matrix® com carga progressiva que inicia à 60% de 1RM, tendo acréscimo de 10% a cada 16 sessões. Para as medidas bioquímicas foram utilizado a coleta sanguínea por citometria de fluxo. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Pernambuco e todos os voluntários assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido antes de iniciar a coleta de dados.Para análise dos dados, foi utilizado o programa SPSS versão 22.0. Em todas as análises utilizou-P<0,05. RESULTADOS:Contagem de células por citometria de fluxo. Representados por cels/mm3. CONCLUSÃO: O programa de treinamento de força apresentou efeito positivo na melhora da composição corporal, não havendo efeitos deletérios ao sistema imunológico de pacientes com HIV, porém sugerimos estudos futuros podendo ser devido a quantidade de sessões de treinamento. Contagem Pré-intervenção Pós-intervenção Linfócitos CD4+ 321,3 ± 126,7 334,1 ± 118,4 Linfócitos CD8+ 344,8 ± 66,4 346,3 ± 66,2 

Endereço: http://celafiscs.org.br

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