Relação entre os achados no exame de ressonância magnética e controle postural dinâmico de membros inferiores em mulheres com dor femoropatelar
Por Leônidas de Oliveira Neto (Autor), Aluiso André Dantas de Sousa (Autor), Aarão de Almeida Fernandes (Autor), Hugo Pereira da Silva (Autor), Daniel de Medeiros Leiros (Autor), Maria Ester de Oliveira Farias (Autor), Marzo Edir da Silva-Grigolleto6 (Autor), Hassan Mohamed Elsangedy (Autor).
Resumo
A dor femoropatelar (DFP) é referida como uma condição dolorosa na região an-terior do joelho que se agrava em ações que aumentam a sobrecarga nesta articulação, como o gesto de descer escadas. Sua prevalência anual acomete, aproximadamente, em torno de 23% dos adultos e 29% dos adolescentes na população geral. A terminologia (DFP) apresenta alguns sinônimos, dentre eles a condromalácia patelar. Evidências atuais demonstram que o estágio avançado de condromalácia está associado à piora da gravidade dos sintomas e ao declínio da função do joelho, o que pode impactar diretamente no controle postural dinâmico de mem-bros inferiores. Nesse contexto, a ressonância magnética (RM) é uma ferramenta valiosa usada no estadiamento da condromalácia, que se baseia no grau de lesão da cartilagem. Objetivo:Comparar o desempenho controle postural dinâmico e o estágio/gravidade da condromalácia patelar. Métodos: Esse é um estudo transversal, a amostra foi composta por 47 mulheres (18 a 40) anos de idade, clinicamente diagnosticadas com DFP. O controle postural dinâmico foi ava-liado pelo Star Excursion Balance test (SEBT), nas posições anterior, medial, póstero-medial e póstero-lateral, do membro com maior dor. O instrumento utilizado para obtermos os alcances no SEBT foi o Octobalance, que baseia-se em um sistema de fita métrica extensível e magneti-zada em cada direção. O alcance final obtido em cada posição, foi normalizado pelo tamanho do membro inferior de cada avaliada e o resultado apresentado em %. O somatório dos alcances em cada posição foi considerado para a análise. O exame de ressonância magnética (RM) foi realizado por médico radiologista capacitado e os laudos utilizados para dividir o grupo 1, de menor estágio de menor gravidade (condromalácia grau 1 e 2) e estágio de maior gravidade (condromalácia grau 3 e 4, ou associação de outras lesões articulares). A estatística utilizada para comparação entre os grupos foi Teste T, o nível de significância considerado foi p < 0,05. Resultados: Houve diferença do controle postural dinâmico, avaliado pela somatória do SEBT (p = 0,042) no estadiamento da condromalácia patelar. Aquelas com estágios inicial (grupo 1) apresentaram melhor controle postural (2,49±0,27) enquanto aquelas com estágio avançado (grupo 2) da condromalácia patelar apresentaram os menores somatórios (2,32 ± 0,27) dos re-sultados alcançados nos testes de controle postural dinâmico. Conclusão: Mulheres diagnosti-cadas clinicamente com DFP e com maior gravidade de condromalácia patelar apresentam pior controle postural dinâmico