Resumo

A dor femoropatelar (DFP) é referida como uma condição dolorosa na região an-terior do joelho que se agrava em ações que aumentam a sobrecarga nesta articulação, como o gesto de descer escadas. Sua prevalência anual acomete, aproximadamente, em torno de 23% dos adultos e 29% dos adolescentes na população geral. A terminologia (DFP) apresenta alguns sinônimos, dentre eles a condromalácia patelar. Evidências atuais demonstram que o estágio avançado de condromalácia está associado à piora da gravidade dos sintomas e ao declínio da função do joelho, o que pode impactar diretamente no controle postural dinâmico de mem-bros inferiores. Nesse contexto, a ressonância magnética (RM) é uma ferramenta valiosa usada no estadiamento da condromalácia, que se baseia no grau de lesão da cartilagem. Objetivo:Comparar o desempenho controle postural dinâmico e o estágio/gravidade da condromalácia patelar. Métodos: Esse é um estudo transversal, a amostra foi composta por 47 mulheres (18 a 40) anos de idade, clinicamente diagnosticadas com DFP. O controle postural dinâmico foi ava-liado pelo Star Excursion Balance test (SEBT), nas posições anterior, medial, póstero-medial e póstero-lateral, do membro com maior dor. O instrumento utilizado para obtermos os alcances no SEBT foi o Octobalance, que baseia-se em um sistema de fita métrica extensível e magneti-zada em cada direção. O alcance final obtido em cada posição, foi normalizado pelo tamanho do membro inferior de cada avaliada e o resultado apresentado em %. O somatório dos alcances em cada posição foi considerado para a análise. O exame de ressonância magnética (RM) foi realizado por médico radiologista capacitado e os laudos utilizados para dividir o grupo 1, de menor estágio de menor gravidade (condromalácia grau 1 e 2) e estágio de maior gravidade (condromalácia grau 3 e 4, ou associação de outras lesões articulares). A estatística utilizada para comparação entre os grupos foi Teste T, o nível de significância considerado foi p < 0,05. Resultados: Houve diferença do controle postural dinâmico, avaliado pela somatória do SEBT (p = 0,042) no estadiamento da condromalácia patelar. Aquelas com estágios inicial (grupo 1) apresentaram melhor controle postural (2,49±0,27) enquanto aquelas com estágio avançado (grupo 2) da condromalácia patelar apresentaram os menores somatórios (2,32 ± 0,27) dos re-sultados alcançados nos testes de controle postural dinâmico. Conclusão: Mulheres diagnosti-cadas clinicamente com DFP e com maior gravidade de condromalácia patelar apresentam pior controle postural dinâmico

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