Relação gasto energético total e gordura corporal em praticantes de rugby em cadeiras de rodas tetraplégicos
Por Cláudia Regina Cavaglieri (Autor), Ana Paula B. Ramkrapes (Autor), Renata G. Duft (Autor), Ivan L. P. Bonfante (Autor), Mara Patrícia T. Chacon- Mikahil (Autor), Ricardo A. Tanhoffer (Autor), Cláudia R. Cavaglieri (Autor).
Em XIX Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
Indivíduos com tetraplegia geralmente apresentam redução da atividade física, causada por limitações motoras e funcionais acometidas pela lesão medular (LM). A queda no gasto energético total pode contribuir para um balanço energético positivo, induzindo alterações na composição corporal, como aumento do tecido adiposo branco, e risco de desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. O Rugby em Cadeira de Rodas é um esporte que apresenta uma importante alternativa à prática regular de atividade física para essas pessoas. Objetivos: comparar o gasto energético total, os índices de aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal em tetraplégicos praticantes de Rugby em Cadeira de Rodas. Métodos: Participaram deste estudo vinte indivíduos do sexo masculino, divididos em dois grupos: Indivíduos irregularmente ativos com LM (SCI-IA, n = 8), e fisicamente ativos - Atletas de Rugby em Cadeira de Rodas (SCI-WR, n = 12), com base no questionário do nível de atividade física e lazer Godin Shephard Leisure-Time Physical Activity Questionnaire (GSLTPAQ). Realizaram o teste de consumo máximo de oxigênio (VO2max), taxa metabólica basal (BMR), gasto energético total (GET) de 24 horas, frequência cardíaca de 24 horas (média e máxima) (FC24h) e consumo total de oxigênio (VO224h), o percentual de gordura (%Gordura) por dobras cutâneas e circunferência da cintura (CC). Resultados: O grupo SCI-WR apresentou um aumento significativo no GTE, aptidão cardiorrespiratória para VO2max (absoluto e relativo), FCmax, GSLTPAQ, VO224h e FCmax24h em comparação com o grupo SCI-IA. Os valores de %G e CC foram estatisticamente menores no grupo SCI-WR em comparação ao grupo SCI-IA. Correlações positivas significativas foram observadas entre GTE e FCmax24h, VO224h, BMR, GSLTPAQ; entre VO224h e FC24h, FCmax24h, BMR e com GSLTPAQ; % de gordura e WC. Por outro lado, as mesmas correlações negativas significativas foram observadas entre %Ga e CC com VO2máx, FCmáx e GSLTPAQ. Conclusões: Nossos achados destacam a importância da prática regular de WR por indivíduos com tetraplégicos, podendo contribuir para o aumento do GTE e redução do tecido adiposo, principalmente visceral, bem como a melhora dos índices de aptidão cardiorrespiratória ao esforço máximo, visando a melhora do desempenho esportivo e aumento da qualidade de vida e saúde.