Resumo

Indivíduos com tetraplegia geralmente apresentam redução da atividade física, causada por limitações motoras e funcionais acometidas pela lesão medular (LM). A queda no gasto energético total pode contribuir para um balanço energético positivo, induzindo alterações na composição corporal, como aumento do tecido adiposo branco, e risco de desenvolvimento de doenças cardiometabólicas. O Rugby em Cadeira de Rodas é um esporte que apresenta uma importante alternativa à prática regular de atividade física para essas pessoas. Objetivos: comparar o gasto energético total, os índices de aptidão cardiorrespiratória e a composição corporal em tetraplégicos praticantes de Rugby em Cadeira de Rodas. Métodos: Participaram deste estudo vinte indivíduos do sexo masculino, divididos em dois grupos: Indivíduos irregularmente ativos com LM (SCI-IA, n = 8), e fisicamente ativos - Atletas de Rugby em Cadeira de Rodas (SCI-WR, n = 12), com base no questionário do nível de atividade física e lazer Godin Shephard Leisure-Time Physical Activity Questionnaire (GSLTPAQ). Realizaram o teste de consumo máximo de oxigênio (VO2max), taxa metabólica basal (BMR), gasto energético total (GET) de 24 horas, frequência cardíaca de 24 horas (média e máxima) (FC24h) e consumo total de oxigênio (VO224h), o percentual de gordura (%Gordura) por dobras cutâneas e circunferência da cintura (CC). Resultados: O grupo SCI-WR apresentou um aumento significativo no GTE, aptidão cardiorrespiratória para VO2max (absoluto e relativo), FCmax, GSLTPAQ, VO224h e FCmax24h em comparação com o grupo SCI-IA. Os valores de %G e CC foram estatisticamente menores no grupo SCI-WR em comparação ao grupo SCI-IA. Correlações positivas significativas foram observadas entre GTE e FCmax24h, VO224h, BMR, GSLTPAQ; entre VO224h e FC24h, FCmax24h, BMR e com GSLTPAQ; % de gordura e WC. Por outro lado, as mesmas correlações negativas significativas foram observadas entre %Ga e CC com VO2máx, FCmáx e GSLTPAQ. Conclusões: Nossos achados destacam a importância da prática regular de WR por indivíduos com tetraplégicos, podendo contribuir para o aumento do GTE e redução do tecido adiposo, principalmente visceral, bem como a melhora dos índices de aptidão cardiorrespiratória ao esforço máximo, visando a melhora do desempenho esportivo e aumento da qualidade de vida e saúde.

Acessar