Resumo

A hipertensão arterial é um fator de risco cardiovascular modificável pelo estilo de vida. O treinamento aeróbio (TA) otimiza a composição corporal e a aptidão cardiorrespiratória, impactando diretamente no fenótipo hipertensivo. A integração de análises metabolômicas e epigenéticas são uma estratégia inovadora para elucidar os mecanismos moleculares subjacentes às melhoras clínicas. Objetivo: Analisar a influência de 12 semanas de TA no metabolôma sérico (1H RMN 600MHz) e na expressão do miR-126-3p em hipertensas pós-menopausa. Métodos: O estudo foi aprovado pelo CEP (CAAE:80613717.2.0000.5404). Participaram 32 mulheres inativas (57,7±6,4 anos, hipertensão estágio 2 e 3). O TA durou 12 semanas (em cicloergômetro, 3 sessões/semana, 50min, 70% da frequência cardíaca de reserva). Avaliou-se a composição corporal por pletismografia e a aptidão cardiorrespiratória em cicloergômetro. Os pressupostos foram verificados pelos testes de Kolmogorov-Smirnov e Levene, seguidos da aplicação do teste-t para variáveis de caracterização. A expressão do miR-126-3p foi determinada pelo método de Livak e os dados metabolômicos após normalização e padronização foram analisados via Log2 Fold Change. A partir dos metabólitos significativos, realizou-se o enriquecimento de vias integrando as bases TarBase, miRDB e SMPDB. Resultados: Após o TA, apesar de não ocorrer alteração na massa corporal total (84,4±18,9 vs 83,37±19,1 kg), ocorreu redução significativa da massa gorda (38,34±15,6 vs 36,73±15,3 kg; p<0,05) e aumento na aptidão cardiorrespiratória (17,65±3,27 vs 19,64±4,63 mL·kg?¹·min?¹; p<0,05). A intervenção induziu modulação molecular, caracterizada pelo aumento do miR-126-3p e de metabólitos (p<0,05), destacando-se a elevação de 3-hidroxi-isovalerato, glicina, glicerol, metanol e glicose, refletindo aprimoramento na flexibilidade metabólica. Conclusão: O TA promoveu adaptações fenotípicas e moleculares, elevando a sinalização angiogênica (miR-126-3p) e modulando vias sistêmicas, como o catabolismo de BCAA, metabolismo de um carbono e sinalização da insulina. Esses achados destacam potenciais biomarcadores séricos da regulação não farmacológica da pressão arterial

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