Relações entre Metabolismo e Biomarcadores de Angiogênese nas Resposta Hipotensoras ao Treinamento Aeróbio (TA) em Mulheres na Pós-Menopausa
Por Mara Patrícia Traina Chacon (Autor), Matheus Alejandro Bolina Amaral (Autor), Marina Lívia Venturini Ferreira (Autor), Carolina Panzarin (Autor), Henrique Monteiro Lapo (Autor), Adriana Torsoni (Autor), Claudia Regina Cavaglieri (Autor), Alex Castro (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
A hipertensão arterial é um fator de risco cardiovascular modificável pelo estilo de vida. O treinamento aeróbio (TA) otimiza a composição corporal e a aptidão cardiorrespiratória, impactando diretamente no fenótipo hipertensivo. A integração de análises metabolômicas e epigenéticas são uma estratégia inovadora para elucidar os mecanismos moleculares subjacentes às melhoras clínicas. Objetivo: Analisar a influência de 12 semanas de TA no metabolôma sérico (1H RMN 600MHz) e na expressão do miR-126-3p em hipertensas pós-menopausa. Métodos: O estudo foi aprovado pelo CEP (CAAE:80613717.2.0000.5404). Participaram 32 mulheres inativas (57,7±6,4 anos, hipertensão estágio 2 e 3). O TA durou 12 semanas (em cicloergômetro, 3 sessões/semana, 50min, 70% da frequência cardíaca de reserva). Avaliou-se a composição corporal por pletismografia e a aptidão cardiorrespiratória em cicloergômetro. Os pressupostos foram verificados pelos testes de Kolmogorov-Smirnov e Levene, seguidos da aplicação do teste-t para variáveis de caracterização. A expressão do miR-126-3p foi determinada pelo método de Livak e os dados metabolômicos após normalização e padronização foram analisados via Log2 Fold Change. A partir dos metabólitos significativos, realizou-se o enriquecimento de vias integrando as bases TarBase, miRDB e SMPDB. Resultados: Após o TA, apesar de não ocorrer alteração na massa corporal total (84,4±18,9 vs 83,37±19,1 kg), ocorreu redução significativa da massa gorda (38,34±15,6 vs 36,73±15,3 kg; p<0,05) e aumento na aptidão cardiorrespiratória (17,65±3,27 vs 19,64±4,63 mL·kg?¹·min?¹; p<0,05). A intervenção induziu modulação molecular, caracterizada pelo aumento do miR-126-3p e de metabólitos (p<0,05), destacando-se a elevação de 3-hidroxi-isovalerato, glicina, glicerol, metanol e glicose, refletindo aprimoramento na flexibilidade metabólica. Conclusão: O TA promoveu adaptações fenotípicas e moleculares, elevando a sinalização angiogênica (miR-126-3p) e modulando vias sistêmicas, como o catabolismo de BCAA, metabolismo de um carbono e sinalização da insulina. Esses achados destacam potenciais biomarcadores séricos da regulação não farmacológica da pressão arterial