Repercussões Cardiovasculares do Treinamento de Força Linear Periodizado Por Blocos em Ratas Espontaneamente Hipertensas

Por: Danilo Sales Bocalini e Mauro Sergio Perilhão.

2017 22/02/2017

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Resumo

Problematização: Dentre as medidas não farmacológicas para o controle da hipertensão arterial, o treinamento físico aeróbio bem como o de força, vêm sendo indicados como uma importante estratégia pelas Diretrizes de Cardiologia, Hipertensão e Exercício. Contudo, pouco se sabe quando o programa de treinamento é periodizado de forma linear. Objetivo: Avaliar os efeitos de um programa de treinamento de força linear em blocos, em parâmetros do remodelamento cardíaco de ratas espontaneamente hipertensas. Métodos: Quarenta ratas foram distribuídas em quatro grupos: normotensas não treinadas (N, n:10), normotensas treinadas (NT, n:10), hipertensas não treinadas (H, n:10) e hipertensas treinadas (HT, n:10). O protocolo de treinamento (12 escaladas com 90 segundos de intervalo) foi organizado em três mesociclos de quatro semanas, com incremento da carga de treino organizado de forma linear (60%, 65%, 70% e 75%) a cada bloco, considerando o peso estabelecido no teste de carga máxima. Os seguintes parâmetros foram avaliados: função ventricular avaliada por ecocardiograma, pressão arterial caudal, hemodinâmica ventricular e massas cardíacas. Para fins comparativos, foi utilizado o teste ANOVA-one ou two way com teste T student, conforme necessário, com nível de significância de p‹0,05, sendo os valores apresentados em média ± erro padrão. Resultados: Não foram encontradas alterações significativas (p >0,05) na FEAT entre os grupos (N: 61 ± 3, NT: 63 ± 5, H: 59 ± 1, HT: 58 ± 2) contudo, os animais do grupo H (40 ± 6), apresentaram maior tempo de relaxamento isovolumétrico comparado aos demais grupos (N: 22 ± 6, NT: 26 ± 6, HT: 32 ± 4) que não diferiram entre si. Os valores da FC (bpm), PSVE (mmHg) e da PDfVE (mmHg) dos grupos H (407± 9, 160± 10, 7,7 ± 0,6) e HT (364 ± 17, 157 ± 7, 7,8 ± 0,7) não diferiam entre si, contudo foram superiores ao N (277 ± 17, 124 ± 5, 5,1 ± 0,3) e NT (251 ± 18, 119 ± 4, 5,2 ± 0,4) que também não diferiram entre si. Os valores da +dP/dt (mmHg/s) do grupo H (7296 ± 670) foi inferior aos grupos N (11812 ± 1256), NT (14416 ± 1120) e HT (8487 ± 1543) que não diferiram entre si. Os valores relativos a massa do VD, VE e cardíaca (Car) não diferiram (p> 0,05) entre os grupos H (VD: 0,69 ± 0,02, VE: 3,13 ± 0,05, Car: 3,96 ± 0,07; mg/g) e HT (VD: 0,76 ± 0,01, VE: 3,28 ± 0,04, Car: 4,22 ± 0,14; mg/g) porém foram superiores ao grupo N (VD: 0,56 ± 0,01, VE: 2,27 ± 0,06, Car: 3,01 ± 0,09; mg/g) e NT (VD: 0,59 ± 0,03, VE: 2,22 ± 0,03, Car: 3,06 ± 0,05; mg/g) que foram similares. Conclusão: a realização de um programa de treinamento de força linear em blocos por 12 semanas promoveu atenuação da pressão arterial sistêmica, e preservou a função ventricular de ratas espontaneamente hipertensas sem alteração da massa cardíaca.

Endereço: http://www.usjt.br/pgedf/conteudo/banco-de-dissertacoes.php?ano=2017

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