Reprodutibilidade da ultrassonografia como ferramenta de avaliação do tecido adiposo abdominal
Por Nadja Fernandes da Silva (Autor), Cláudia Porto Sabino Pinho (Autor), Fabíola Lima de Albuquerque (Autor), Alcides da Silva Diniz (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 27, 2025.
Resumo
O aumento na demanda por estratégias diagnósticas práticas, acessíveis e clinicamente relevantes na avaliação da adiposidade visceral impulsionou a utilização de métodos alternativos de avaliação da composição corporal. Este estudo objetivou avaliar a reprodutibilidade intra-avaliadores e interavaliadores da ultrassonografia (USG) na estimativa do tecido adiposo abdominal, nos seus compartimentos do tecido adiposo visceral (TAV) e tecido adiposo subcutâneo (TAS). Trata-se de um estudo metodológico, realizado entre 2020 e 2021, com indivíduos adultos, com idade entre 20 e 59 anos, de ambos os sexos. O TAV e o TAS foram avaliados por USG através de uma varredura da região abdominal em três sítios anatômicos abdominais. A avaliação da reprodutibilidade das medidas de USG mostrou alta concordância intra-avaliadores e interavaliadores, com Coeficiente de Correlação Intraclasse (CCI) na faixa de concordância excelente (≥ 0,971), confirmada pelos gráficos de Bland-Altman, e adequada simetria entre as medidas evidenciadas pela reta de regressão linear. O presente estudo confirma a alta reprodutibilidade da USG na estimativa da adiposidade visceral, importante preditor do risco cardiovascular e metabólico.