Resumo

O treinamento desportivo moderno tem utilizado formas de controle de sobrecargas e suas variáveis, tendo como principais avaliações o lactato plasmático e o consumo máximo de oxigênio. Entretanto, atletas têm apresentado diferentes infecções e inflamações em períodos competitivos, em particular às do trato respiratório superior, marcantes em atletas corredores de fundo que se utilizam de sobrecargas de alta intensidade e longa duração. Sendo assim, faz-se necessário o acompanhamento no continuum do treinamento das variações do sistema imunitário. Muitas suplementações são utilizadas no intuito de se minimizar esses efeitos patogênicos, porém em sua maioria com efeitos sobre a performance e não sobre o sistema imunitário. Sabe-se que o óleo de peixe, rico em ácidos graxos poliinsaturados ômega-3, possui propriedades de modulação do sistema imunitário, agregam-se a membrana plasmática, tornando-a mais permeável e fluídica alterando assim a função celular. Outra suplementação postulada é a de glutamina, aminoácido esse que é utilizado junto com a glicose como fonte de energia para as células do sistema imunitário. Em adição é fundamental para as células de proliferação rápida. Tem sido demonstrado que a administração de 1g/kg de óleo de peixe e 0,125g/Kg de glutamina apresentam resultados relevantes sobre o sistema imunitário. Ratos Wistar, foram divididos em 8 grupos: Sedentário (C), Sedentário e suplementado do óleo de peixe (N3), Sedentário e suplementado com glutamina (GL), Sedentário e suplementado com óleo de peixe e glutamina, Exercitado (EX), Exercitado e suplementado com óleo de peixe (EXN3), Exercitado e suplementado com glutamina (EXGL), Exercitado e suplementado com ambas as suplementações (EXN3GL). Os animais foram submetidos a treinamento de natação quatro vezes por semana com 6% de sobrecarga em sessões de 90 minutos (3 X 30 minutos). Os efeitos sobre o sistema imunitário demonstraram que os animais exercitados elevaram a resposta imunitária inata e adaptativa. A suplementação com óleo de peixe promoveu elevou a produção de H2O2 e O2¯. A Glutamina não teve efeito significativo. A associação de ambas suplementações ao exercício teve efeito aditivo principalmente sobre o sistema adaptativo, especificamente sobre a proliferação de linfócitos do timo.

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