Resumo

O objetivo deste estudo foi atualizar revisões sistemáticas anteriores, com base em publicações realizadas no período de 2020 a 2024, que revelassem o uso do transporte ativo no Brasil e apresentassem diferenças segundo o sexo. Os estudos foram extraídos das bases de dados LILACS, SCIELO e MEDLINE. As buscas foram feitas entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024 e conduzidas por meio das ferramentas de busca avançada de cada base de dados, utilizando cadeias descritivas em português, inglês e espanhol. Foram incluídos estudos originais que validassem o transporte ativo e descrevessem explicitamente o método de mensuração utilizado, incluindo participantes brasileiros entre 0 e 19 anos, de ambos os sexos, sem condições clínicas específicas, sem diagnóstico de doenças e que não fossem atletas. A revisão incluiu 5 artigos, abrangendo diferentes regiões do país e contemplando a maioria das amostras entre 12 e 20 anos. O transporte ativo foi predominantemente mensurado por questionários de autorrelato. A prevalência do transporte ativo variou de 37% a 53% para amostras locais e atingiu 44,4% na análise nacional. Identificou-se uma tendência de maior participação entre os meninos, com prevalências de 53% a 55,8%, enquanto as meninas variaram entre 44% e 47%. Diferentemente do observado em revisões anteriores, o transporte ativo foi menos prevalente em relação ao transporte passivo, o que torna fundamental a implementação de políticas públicas voltadas à criação de ambientes mais seguros e favoráveis ​​a esse comportamento.

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