Resumo

Este ensaio propõe uma reflexão sobre o Parkour como prática corporal de resistência e metáfora pedagógica contra-hegemônica na Educação Física Escolar (EFE). Em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), discutimos os sentidos políticos e pedagógicos que emergem da tematização do Parkour como prática urbana de superação de obstáculos. Argumentamos que o Parkour, mais do que uma técnica corporal, atua como provocação educativa, desafiando lógicas curriculares normativas, hierarquias corporais e concepções tradicionais de ensino. Ao resgatar o potencial do corpo em movimento como linguagem e crítica, defendemos que práticas como o Parkour podem encantar a EFE ao ampliar horizontes de invenção, risco calculado e autonomia docente e discente. Em tempos de esgotamento de modelos tradicionais, refletir sobre o Parkour como gesto político-pedagógico é também abrir passagem para uma escola mais criativa, inclusiva e conectada às dinâmicas contemporâneas.

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