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1621 – criado o Estado do Maranhão, pela carta régia de 13 de junho, com duas principais capitanias – o Maranhão e Grão-Pará, e outras secundárias, dentre elas a de Cumã, com Tapuitapera como aldeia-cabeça;

1742 - a capitania foi extinta em 02 de junho.

Século XVIII, entre os terceiro e último quartel – o português João Alves Pinheiro - João Canaçu, natural de Trás-os-Montes vindo da Vila de Santo Antonio de Alcântara (a antiga Tapuitapera) - e outros, estabeleceram-se na área, após descoberta de terras boas para formação de uma fazenda, num terreno situado entre a atual Praça Cônego Barros e a Rua Deputado José Araújo; inicialmente foi dada a região o nome de São Bento dos Perizes.

1770 – é dada a João Alves Pinheiro uma data de sesmaria onde hoje se localiza São Bento.

1798 – João Pinheiro naturaliza-se brasileiro, adotando o nome de João Alves Pinheiro Cauaçu

1805 – foi criada a Freguesia, pela Provisão Régia de 07 de novembro;

1833 – a 19 de abril, criada a vila pela resolução da Junta Governativa do Maranhão de 19 de abril.

1854 – o francês Antonio Alexandre Bucello preparou um pequeno teatro, que teve vida efêmera

1865 – uma equipe formada pelo professor João Miguel da Cruz, Antonio Raimundo de Oliveira Gomes, João Novais e do juiz municipal, Dr. Barros de Vasconcelos, lideraram um movimento e fundaram na Rua Grande uma Sociedade Recreativa e Cultural.

1905 – elevada a categoria de cidade pela Lei estadual no. 361, de 30 de março. Pertence à zona da baixada Maranhense, com uma população de 30.034 habitantes, limitando-se ao Norte com Palmeirândia, a leste Cajapió, ao sul, São Vicente de Férrer; e Oeste, Pinheiro.

FUTEBOL

Década de 1920 – o futebol foi introduzido pelo estudante João Hermógenes Matos, ao trazer, em suas férias estudantis, uma bola;

19(22?) – esse mesmo estudante, em suas segunda vinda de férias à cidade, trouxe um time de futebol formado por ele - que jogava de half - e seus colegas escolares; o jogo deu-se na Praça da Matriz;

1922 – já existiam os times:

- São-bentuense – de Bernardinho Sena Martins Trinta, Dr. Urbano Pinheiro e Marçico Barros;

- Tupan – de Mundico Barros, João Câncio e Isaac Lobato;

- Fluminense – de Salomé Azevedo, Fernando Serrão e Augusto Comte;

- 420 – dos drs. José Machado, João e José Matos.

- Os árbitros: Dr. Carlos Reis, Antenor Coelho de Sousa e Mundoca Silva.

- Para esse progresso do futebol, contou com a participação de Newton Bello e Pimpo (primeiros sambentuenses a jogarem em São Luís), Florêncio Soares, Barnabé de Campos, Fernando Viana e o apoio diretivo de Bibi Muniz, Maciço Corrêa, Ignézio Corrêa, José Egídio Teixeira, os irmãos Jafé e Heitor Mendes Nunes, José Cupertino, Zezico Mururu;

- logo após, os esportistas Fernando Serrão, João Silva, Benedito Cirqueira, Rocio Brito, Augusto Comte e Felipe Ata fundaram mais duas equipes.

1926 – surge o São Cristóvão com a seguinte formação: Eugênio; João Cunha e Zé Grilo; Timóteo, Curió e Pinheiro; Ovídio, Boaventura , Brasil, Parafuso e Vicente, com o seu campo no Areal;

1928 – no dia 21 de abril, jogou em São Bento o Sport Club Sírio Libanês, vencendo o São Cristóvão por 4x1 e na revanche, dia 23/04, por 3x0; o vice-presidente do clube de São Luís era o Dr. Carlos Reis e o representante, o estudante Newton de Barros Bello;

1929 – aparece o Santa Cruz, formando com Souza; Newton e Valdemar; Campos, Zezico Mururu e Lobo; Zaqueu, Félix, Acácio, Cadete e Euclides.

- Tupy Gia – Eslobão e Raimundinho; Lino, Felipe Ata e Nogueira; Pimpo, Eldomir, Pipira, Oswaldo e Maneca; o campo ficava no bairro do Umarizal, atual Tupi; chefiado por Bibi Moniz e Urbano Pinheiro, foi um dos mais famosos, com excursão vitoriosa na baixada, derrotando principais equipes de Pinheiro e Viana;

- depois, apareceu o Carioca, no Bairro da Outra - Banda, atual quadra do Clube dos Jovens; de responsabilidade de Zezico Mururu, diretor e Atleta, com elenco formado por Cascavel, Ribamar de Norberto, Zé Henrique, Venâncio, Filomeno.

- nas décadas posteriores estiveram em atividades os times: Sambentuense, América, Maniçoba, o novo Carioca. Nessas onzenas foram revelados os craques: Zé Rosa, Alemão, Suçu, Zeno, Cascavel, Zé Silva, Baé, João Pretinho, Vicente pretinho, Benedito Tarciso, Tororó, Benizard, Dedê Pacheco, Reinaldo Pinheiro, Tolho, Zé Técnica, Bengala, Walbert Penha (jogou no Moto).

1945 – o Moto Clube de São Luís, em 16 de março, jogou em São Bento, levado por seu diretor Ignézio Corrêa, dedicado esportista de São Bento; por não haver conseguido permissão para essa partida, o Moto jogou com o nome de “Mobel”.

- além do Moto, jogaram em São bento o Sampaio Corrêa Futebol Clube, o Canto do Rio e outras equipes menores; alunos da Escola Técnica comandados pelo professor Urbano Pinheiro e o estudante Walter Reis Pinheiro.

1947 – com a realização do 1º. Torneio Intermunicipal, São Bento jogou no estádio Santa Izabel em 8 de julho, contra a seleção de Rosário, perdendo por 4x1; formação do São Bento: Bengala, Araújo, Ledo, Carrinho, Benedito (Tarciso) e Benizard, João Pretinho, Maracá, Zeno, Zé Rosa e Castrinho; o time perdeu um pênalti, sofrido por João Pretinho e batido por Zeno.

1948 – com a realização do 2º. Torneio Intermunicipal, São Bento volta a participar, novamente perdendo para Rosário, por 5x0 na prorrogação; no tempo normal, empate em 3x3; chefiava a delegação José Raimundo Dias e formando com Humberto (Carrinho), Araújo e Ledó; Carrinho (Benedito), Pedro (Zé Técnica) e Benizard; Zeno, Zé Rosa, (Pedro), Alemão, Zé Leite e Castrinho (Cabo, como gostava de ser chamado, faleceu em 2004).

1951 – estreou a equipe ”Lindo Encantado da Outra - Banda” – depois alterado para Carioca - fundado por Carrinho de Mestre Bento, apoiado por Desidério França, Zé Rabelo, Fortunato Sousa, Dico de Lobo; seus primeiros atletas foram: Champorre, Wilson Porco Doido, e Chibé; Feliciano Bacurau (Moisés Baú), Dico Pecoré e Nhô; Tororó, Baé, Carrinho Mestre Bento, Oscar e Euclides; depois vieram Jardeineira, Zé Leite, Lazinho Gonçalves,Tote e Ênio Brenha.

- concomitante, o Portenho, o América e o Tupy

- reativado em junho desse ano, quando a seleção são-bentuense sagrou-se vice-campeã do 3º. Torneio Intermunicipal; inexplicavelmente, o esporte rei parou na cidade ...

1953 – ainda atuavam na cidade nesse ano O Carioca e ou o Prainha, de Outra Banda; Portenho ou Sambentuense, do Porto  Grande; América, do centro da cidade [O time de Outra Banda, bairro de irrefutável união de seus moradores e espírito litigioso, se assim necessitasse, recebera de seus desafetos dois cognomes:  Aldeia, pois, se a briga fosse com um índio, toda a tribo participava. Coréia, em vista dos jogos realizados no campo, atrás da capela do Remedinho, alguns terminavam em brigas, semelhantes às acontecidas nesse ano, na guerra entres as Coréias]

- time formado as pressas, pelo deputado Florêncio Soares, sob a direção técnica de José Egidio Teixeira; na estréia, venceu Cururupu por 2x0 com Jardineira, Araújo e Chibé; Abelardo, Zé Leite e Pedro de Fausta; Torquato Filho (Tororó), Carrinho Corrêa, Benuilson, Castrinho e Euclides; na segunda partida, em 19 de julho, derrotou Morros por 1x0, formando com Jardineira, Chibé e Ledó; Abelardo, Zé Leite (Walter Macapá, depois Zé Leite) e Pedro de Fausta; Cebola (Zé Leite, depois Tororó e Castrinho), Carrinho, Benuilson (Walter), e Euclides; o jogo foi no Estádio do Santa Izabel, com renda de 17.949, arbitragem de Heitor Mendes Nunes; a 21 de julho a equipe foi desclassificada por Coroatá por 1x0.

- outras seleções atuaram nos interminicipais:

1963 – comandada por Isaac Dias, com os titulares Alvarez, Nhô-Nhô, Macapá, Chibé, Sousa e Filomeno; Pipoca,e carrinho Jovelina; João Muniz, Fila, Walter e Euclides.

1969 – a equipe de São Bento em partida nula, realizada em 12 de janeiro, perdeu para o União do Rosário jogando com Wilson; Raimundinho, Carrinho, Picola e Domingos; Carim e Válber; Carrinho Ferreira, Maior, Nelsolino e Oliveira.

São Bento deu ao futebol maranhense: Carlos Humberto Reis, o primeiro presidente da AMEA (anos 1915/17), predecessora da FMD, diretor do Luso Brasileiro, representado na AMEA pelo jogador Newton de Barros Bello; General Celso Freitas, presidente do Conselho Técnico da FMD; Ignézio Corrêa, diretor da FMD e do Moto Clube; Urbano Pinheiro, do Sampaio Corrêa. Na arbitragem, com o Capitão da PME Emídio Vieira, os irmãos Jafé e Heitor Mendes Nunes, por último Nacor Arouche, árbitro da FIFA. Os jogadores Cabinho (goleiro do Sampaio), Ênio Brenha, seleção do Liceu e estudantil universitário; Prof. França, jogador e técnico do MAC, Caburé e Sampaio Corrêa e Canto do Rio (RJ).

VOLEIBOL

1931 ou 35 – Chega à cidade o Padre Osmar Palhano de Jesus, natural de Codó. Fundou o voleibol com duas equipes. De acordo com Vavá Melo, na página 365, ao tratar especificamente do voleibol, a introdução deu-se em 1935, com a construção de uma quadra, nos fundos da Igreja Matriz;

194(3) – O Padre João Batista Costa, natural de São Vicente de Férrer, ordenado em 1º. de janeiro de 1943, incentivou os esportes, reintroduzindo o Voleibol com a reconstrução da antiga quadra no fundo da igreja.

1956 – novamente o Voleibol é reativado, com a inauguração do Casino Sambentuense, com as equipes do Casino, dos Padres e Outra - Banda (bairro de São Bento);

- posteriormente, com o Vitória do Mar, de Tomaz Choairy e a da Petrobrás.

1957 – Chegam a São Bento os padres Italianos da Sagrada Família de Nazaré; dentre os padres chegados, estava o Padre Lourenço Franzoni; este padre, no verdor de sua mocidade, com o apoio de muitos, principalmente do seu amigo Thomaz de Aquino Pereira Choary deu ênfase ao esporte e à recreação.

- sobressaiu-se em São Luís no Voleibol estudantil Helena Garrido e Luis Rodrigues Bittencourt.

FUTSAL

1965 – iniciado pelos funcionários do BEM (Banco do Estado do Maranhão, hoje incorporado ao Bradesco), no campo da antiga Prefeitura, hoje CAEMA;

- depois, na quadra da Carlos Reis. Contou com forte apoio do Padre Lourenço

- sobressaíram no futebol de salão em São Luís: Elisés Sanches (Deto) e Jesus Itapary (goleiros),

- Em São Luís, no Basquetebol, o grande nome vindo de São Bento foi Jesus Itapary, tanto como atleta como árbitro (anos 50/60).

Fontes:

MELO, Álvaro. SÃO BENTO DOS PERIS: água e vida. São Luís: Academia Sambentuense, 2005. v. 1;

CARDOSO, Manoel Frazão. O MARANHÃO POR DENTRO. São Luís:Lithograf, 2001.

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