Síndrome metabólica e sua relação com medidas antropométricas em pessoas com diabetes cadastradas na Estratégia Saúde da Família em Rio Branco, Acre
Por Alessandra dos Santos de Santana (Autor), Sabrina da Silva Santos (Autor), Gina Torres Rego Monteiro (Autor), Cledir de Araújo Amaral (Autor), Maurício Teixeira Leite de Vasconcellos (Autor), Maura Bianca Barbary de Deus (Autor), Thatiana Lameira Maciel Amaral (Autor).
Em Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano v. 28, 2026.
Resumo
O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre síndrome metabólica (SM) e medidas antropométricas (MA) em pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2) cadastradas nas Unidades de Estratégia de Saúde da Família de Rio Branco, Acre, em 2019. Trata-se de um estudo transversal com indivíduos com DM2. A variável dependente foi a SM, e as variáveis antropométricas foram obtidas por exames físicos e laboratoriais. A comparação entre grupos utilizou os testes t de Student ou qui-quadrado de Wald. Foram testadas correlações entre as MA e a SM; e regressão logística para verificar se esses índices se associavam de forma independente à presença de SM. A capacidade preditiva dos índices antropométricos foi avaliada por meio da curva ROC. Adotou-se nível de significância de p < 0,05. Entre 2.492 indivíduos com DM2, 82,6% apresentaram SM, com alta frequência de circunferência da cintura elevada (85%) e triglicerídeos ≥150 mg/dL (55%). Indivíduos com SM exibiram valores significativamente maiores de pressão arterial, triglicerídeos, TyG e MA, especialmente entre os homens. A correlação entre indicadores antropométricos e componentes da SM variou conforme o sexo, com destaque para o IRC e o CUN-BAE, que mostraram melhor desempenho geral. Na análise ROC, os índices IAC, CUN-BAE e IMT apresentaram maior poder discriminatório entre homens, enquanto IC, RCQ e TyG foram mais sensíveis entre mulheres. O estudo evidenciou alta distribuição da SM na população analisada, com destaque para obesidade abdominal e dislipidemia. Esses achados reforçam a necessidade de incorporar indicadores antropométricos específicos e mais precisos para identificar a SM e prevenir complicações em diabéticos.