Skate na escola: desafios e possibilidades
Por Isabele de Siqueira (Autor), Gabriel Gomes da Silva (Autor).
Resumo
Este relato de experiência descreve uma atividade realizada com turmas da 7ª série do Ensino Fundamental II, em uma escola estadual de Curitiba, no Paraná, dentro da unidade temática “práticas corporais de aventura urbana”. A proposta foi trabalhar o skate na disciplina de Educação Física, com o objetivo de ampliar o repertório corporal, promover lazer e valorizar a cultura urbana. Pesquisas mostram que a prática do skate ajuda no desenvolvimento motor, social e cognitivo dos alunos (SANTOS, 2017). Segundo o Referencial Curricular do Paraná e a Base Nacional Comum Curricular, é obrigatório incluir as práticas corporais urbanas, como o skate, nas aulas de Educação Física (PARANÁ, 2020; BRASIL, 2018). Apesar disso, ainda é comum encontrar dificuldades como a falta de equipamentos, de formação adequada dos professores e o risco de acidentes (SOUZA et al., 2019; BRITO, 2024). Metodologia: Para aproximar os alunos da prática, convidamos o skatista profissional Gabriel Gomes da Silva, com mais de 25 anos de experiência, para conduzir uma aula teórico-prática. Começamos no auditório, onde ele falou sobre a história do skate, os equipamentos, os lugares adequados para a prática e como o skate de rua se tornou uma modalidade olímpica. Depois, os estudantes experimentaram movimentos no skate balance (o equipamento requer equilíbrio e simula o skate de forma estática e segura) e assistiram a uma apresentação de manobras na quadra poliesportiva. Em outra aula, os alunos realizaram um trabalho reflexivo com o tema “Pistas de skate próximas à minha casa ou à escola”, mostrando que o skate pode ser praticado de forma segura em momentos de lazer e aproveitando os espaços da cidade. Resultados: A participação dos estudantes foi muito positiva.