Só a luta muda vida, organização dos trabalhadores dará respostas contra o estado de exceção FIFA
Por Pedro Santos (Autor), Gustavo Alves (Autor).
Resumo
Nas últimas décadas a política neoliberal vem sendo implementada pelos governos federais. Além das políticas de privatização dos serviços públicos, maior abertura comercial e, consequentemente, uma maior dependência do grande capital internacional, há ataques constantes à classe trabalhadora: um processo de intensificação da exploração do trabalho, ampliação do quadro de desemprego estrutural, assim como do aumento das vagas nos subempregos, flexibilização da legislação trabalhista, por fim, os golpes à representatividade da classe trabalhadora. Entretanto, à implementação das políticas neoliberais, ocorre a queda do chamado “socialismo real”, com as experiências socialistas da União Soviética. Esse momento se constitui em um grande golpe nas aspirações da classe trabalhadora, em especial nos segmentos da esquerda, no qual vários partidos e entidades dos trabalhadores passam por um processo de amoldamento à ordem vigente. Ao utilizar-se do discurso do que é possível e não identificar mais uma ruptura radical rumo ao socialismo como horizonte programático e estratégico, esses organismos da classe acabam por legitimar cada vez mais a ordem capitalista. Esse processo alcança o seu ápice com a eleição do Partido dos Trabalhadores, que, forjado nas greves do final dos anos 1970, em uma luta contra a Ditadura, com um horizonte claramente socialista e classista, passa por um grande processo de transformação nos anos 1990, chegando às eleições de 2002, com a vitória de Lula da Silva, articulado a um conjunto de setores reacionários da sociedade brasileira, defendendo o sistema capitalista com unhas e dentes e prometendo a manutenção das políticas econômicas de seu antecessor Fernando Henrique Cardoso do PSDB.