Resumo

Os atletas de alta competição correm maior risco de sofrer uma infinidade de lesões que a maioria dos praticantes de desporto, causando-lhes medo, dor, no regresso à atividade desportiva. Estudos atuais indicam-nos que embora as taxas de retorno ao desporto após lesão, uma percentagem que ascende a 19% de atletas com lesão de luxação do ombro e submetidos a tratamento cirúrgico foram incapazes de regressar ao desporto, devido ao medo de uma nova lesão, cinesiofobia. O estudo intitulado, “Gestão do Desporto - Lesões, a dor e o medo uma relação causal”, tem como objetivo a obtenção por parte de alunos do curso de Gestão do Desporto da Universidade Autonoma de Lisboa e de outros agentes ligados ao desporto, um conjunto variado de considerandos sobre aspetos ligados ao tema da dor e do medo de lesões no desporto de alta competição, com particular foco sobre as linhas de pensamento: as lesões do atleta no desporto de alta competição; a influência externa e o equilíbrio do atleta; as lesões e o ambiente desportivo e desafios futuros. Utilizou-se uma metodologia de natureza quantitativa de carácter descritivo. Por outro lado, pretendeu-se perceber junto dos inquiridos, quais as suas opiniões perante questões mais objetivas sobre o tema em estudo com vista à perceção do medo da lesão no desporto. Em suma, os resultados apontam para uma conjugação de fatores como elementos-chave preponderantes para a minimização das lesões no desporto, com o consequente equilíbrio físico e mental do atleta.

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