Stress oxidativo, exercício físico e nutrição
Por José Augusto Santos (Autor).
Resumo
O oxigénio, o terceiro elemento mais abundante no universo, formado no núcleo superdenso e su - perquente das estrelas, apresenta uma elevadíssima capacidade para reagir com quase todos os elementos da tabela periódica. Na Terra, o oxigénio é formado pelas cianobactérias, pelo processo de fotossíntese. Hoje, 21% do ar que respiramos é feito de oxigénio molecular. Quando as células usam o oxigénio para gerar energia, por exemplo, na mitocôndria para ressintetizar o ATP, são for - madas espécies reativas de oxigénio bem como espécies reativas de nitrogénio. Os radicais livres e os oxidantes podem ter um papel benéfico ou deletério no organismo. Quando a produção de radicais livres ultrapassa a capacidade do organismo em os neutralizar estamos perante uma si - tuação denominada stresse oxidativo. Este processo está relacionado com uma série de doenças crónicas e degenerativas como o cancro, doenças autoimunes, artrite reumatoide, etc. Para que os efeitos benéficos resultantes da formação de radicais livres, e.g., a luta contra microrganismos pa - togénicos, não sejam ultrapassados pelos efeitos negativos, urge potenciar o sistema antioxidan - te do organismo quer através do aumento das enzimas antioxidantes endógenas quer através de uma alimentação adequada que permita aumentar o aporte de antioxidantes exógenos. Exercício físico moderado e nutrição equilibrada com o aporte suficiente de alimentos com potencial antio - xidante são a forma adequada de lutar contra o stresse oxidativo que caracteriza as sociedades hodiernas. Esta revisão pretende fazer a análise do processo de formação de radicais livres e da luta antioxidante através da alimentação e do exercício físico.