Tempo de participação no handebol masculino sub-14: relações com a expectativa do treinador e a autopercepção dos jogadores
Por Angélica Maria Pinto Fontes (Autor), Hemilly de Souza Araujo (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
A competição de base organiza o acesso às experiências do jogo, especialmente no Sub-14, fase em que o tempo de participação assume implicações formativas por influenciar vivências de protagonismo ou exclusão. Assim, o estudo analisou, em uma competição de handebol Sub-14, as associações entre status social subjetivo, expectativa do treinador e tempo de participação em jogo. METODOLOGIA: trata-se de um estudo quantitativo, observacional e longitudinal, realizado em uma competição de curta duração organizada pelos pesquisadores.Participaram 49 jogadores do sexo masculino e seis treinadores. O tempo de participação foi registrado por observação sistemática durante as partidas, com filmagem para conferência posterior. A expectativa do treinador foi coletada previamente aos jogos por escala ordinal de 1 a 5. O status social subjetivo foi mensurado por instrumento adaptado ao contexto intraequipe, em que o atleta indicava sua posição percebida em uma escada de 10 degraus. Todos os procedimentos seguiram os princípios éticos para pesquisas com seres humanos (CAAE nº 88011325.8.0000.5020). Foram utilizados testes não paramétricos, com nível de significância de 5%. RESULTADOS: a expectativa do treinador apresentou forte associação com o tempo de jogo (p < .001; ε² = 0,548). O status social subjetivo também se associou ao tempo de participação (p < .001; ε² = 0,425). Além disso, observou-se associação significativa entre expectativa do treinador e status social subjetivo (p < .001; ε² = 0,633). CONCLUSÕES: os dados apontam que o tempo de participação tem grande relação com a expectativa do treinador e com a autopercepção do atleta no grupo, sugerindo que hierarquias técnicas e sociais se articulam na organização das oportunidades competitivas, reforçando o papel do treinador como mediador pedagógico e a necessidade de refletir sobre formatos competitivos que ampliem o acesso às experiências formativas do jogo.Palavras-chave: Competição infanto-juvenil; Handebol; TreinadorApoio institucional: O presente trabalho foi realizado com apoio daCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior -Brasil (CAPES) -Código de Financiamento 001.