Tradições - Capoeira/capoeiragem no Maranhão

Por: .

Atlas do Esporte do Maranhão.

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TRADIÇÕES

Formada pelos três esportes principais de origem nacional: - CAPOEIRA; PETECA; RODEIO.

CAPOEIRA/CAPOEIRAGEM NO MARANHÃO

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

DEFINIÇÕES Por Capoeira deve-se entender “... Desporto de Criação Nacional, surgido no Brasil e como tal integrante do patrimônio cultural do povo brasileiro, legado histórico de sua formação e colonização, fruto do encontro das culturas indígena, portuguesa e africana, devendo ser protegida e incentivada” (Regulamento Internacional da Capoeira); assim como

Capoeira, em termos esportivos, refere-se a “... um jogo de destreza corporal, com uso de pernas, braços e cabeça, praticado em duplas, baseado em ataques, esquivas e insinuações, ao som de cânticos e instrumentos musicais (berimbau, atabaque, agogô e reco-reco). Enfocado em sua origem como dança-luta acabou gerando desdobramentos e possibilidades de emprego como: ginásticas, dança, esporte, arte marcial, folclore, recreação e teatro, caracterizando-se, de modo geral, como uma atividade lúdica”. (Atlas do Esporte no Brasil, 2005, p. 39-40).

Capoeiragem”, de acordo com o Mestre André Lace: ” uma luta dramática”(in Atlas do Esporte no Brasil, 2005, p. 386-388).

CARIOCA” - uma briga-de-rua, portanto capoeiragem (no sentido apresentado por Lacé Lopes) – outra denominação que se deu ‘a capoeira, enquanto luta praticada no Maranhão, no século XIX e ainda conhecida por esse nome por alguns praticantes no início do século XX..

1884 em Turiaçú é proclamada uma Lei – de no. 1.341, de 17 de maio – em que constava: “Artigo 42 – é proibido o brinquedo denominado Jogo Capoeira ou Carioca. Multa de 5$000 aos contraventores e se reincidente o dobro e 4 dias de prisão”. (CÓDIGO DE POSTURAS DE TURIAÇU, Lei 1342, de 17 de maio de 1884. Arquivo Público do Maranhão, vol. 1884-85, p. 124)

2003 Mestre Mizinho, natural de Cururupu, informa que naquela cidade também se praticava uma luta, semelhante a Capoeira, a que denominavam “carioca”:

2005 Dilvan de Jesus Fonseca Oliveira informa que seu avô, falecido aos 92 anos, estivador do Porto de São Luís – Cais da Sagração, Portinho, Rampa Campos Melo – sempre se referia á “capoeira” como “carioca”, luta praticada em sua juventude. Mestre Diniz, nascido em 1929, lembra que “na rampa Campos Melo, quando eu era garoto, meu pai ia comprar na cidade e eu ficava no barco. Eu via de lá os estivadores jogando capoeira”.

- em Codó, entre os antigos, a capoeira é denominada de “carioca”.

1820 registra-se nesta data referência a “punga dos homens”, jogo que utiliza movimentos semelhantes à capoeira.

1825 Em “O Censor”, edição de 24 de janeiro, Garcia de Abranches ao comentar o posicionamento político do Marques governante – Lord Cockrane – compara alguns portugueses com os desocupados do Rocio – em sua maioria caixeiros – que “pela sua péssima educação, muitos brancos da Europa são tão vis, e tão baixos, como esses mulatos que andam a espancar, a roubar e a matar, pelas ruas da Cidade...” (p. 12-13). Estaria o Censor referindo-se aos capoeiras?

1829 registram-se certas atividades lúdicas dos negros. Nesse ano é publicado no jornal “A Estrela do Norte” a seguinte reclamação de um morador da cidade: “Há muito tempo a esta parte tenho notado um novo costume no Maranhão; propriamente novo não é, porém em alguma coisa disso; é um certo Batuque que, nas tardes de Domingo, há ali pelas ruas, e é infalível no largo da Sé, defronte do palácio do Sr. Presidente; estes batuques não são novos porque os havia, há muito, nas fábricas de arroz, roça, etc.; porém é novo o uso d’elles no centro da cidade; indaguem isto: um batuque de oitenta a cem pretos, encaxaçados, póde recrear alguém ? um batuque de danças deshonestas pode ser útil a alguém ? “(ESTRELLA DO NORTE DO BRASIL, n. 6, 08 de agosto de 1829, p. 46, Coleção de Obras Raras, Biblioteca Pública Benedito Leite)

1835 na Rua dos Apicuns, local freqüentado por "bandos de escravos em algazarra infernal que perturbava o sossego público", os quais, ao abrigo dos arvoredos, reproduziam certos folguedos típicos de sua terra natural:- “A esse respeito em 1855 (sic) um morador das imediações do Apicum da Quinta reclamava pelas colunas do 'Eco do Norte"  contra a folgança dos negros que, dizia, 'ali fazem certas brincadeiras ao costume de suas nações, concorrendo igualmente para semelhante fim todos pretos que podem escapar ao serviço doméstico de seus senhores, de maneira tal que com este entretenimento faltam ao seu dever...' (ed. de 6 de junho de 1835, S. Luís.” (ECCHO DO NORTE – jornal fundado em 02 de julho de 1834,  e dirigido por João Francisco Lisboa, um dos líderes do Partido Liberal. Impresso na Typographia de Abranches & Lisboa, em oitavo, forma de livro, com 12 páginas cada número. Sobreviveu até 1836  in VIEIRA FILHO, 1971, p. 36).

1843 o Diretor da Casa dos Educandos Artífices do Maranhão em relato ao Presidente da Província informava que havia “um outro problema”: a segurança dos alunos e do patrimônio da casa, em razão da existência de vários capoeiras, entre eles negros escravos, alguns fugitivos do interior da província e outros alforriados, o que resultava em atos de violência cotidianos, pela falta de intervenção policial no local. Sobre os Capoeiras reclamava esse Diretor: “Capoeiras que nem os donos das tavernas derrubam, nem a Câmara Municipal os constrange a derrubar, apesar das proximidades em que estão a respeito da Cidade cometessem por aqui crimes de toda a qualidade que por ignorados ficam impunes, tendo já sido espancado gravemente um quitandeiro, e já são muitas as noites em que daqui ouço pedir socorro, sendo uma destas a passada, na qual, às nove horas e quinze minutos, estando todos aqui já em repouso, ouvi uma voz que parecia de mulher ou pessoas moças, bradar que lhe acudissem que a matavam, e isto por vezes, indo aos gritos progressivamente a denotarem que o conflito se alongava pelo que pareceu que a pessoa acometida era levada de rojo por outra de maiores forças, o que apesar da insuficiência dos educandos para me ajudarem, atendendo as suas idades e robustez, e não tendo mais quem me coadjuvasse, não podendo resistir à vontade de socorro a humanidade aflita e não tendo ainda perdido o hábito adquirido na profissão que sigo, chamei dois educandos dos maiores e com eles mal armados, sai a percorrer as mediações desta casa, sem que me fosse possível descobrir coisa alguma, por que antes que pudesse conseguir por os ditos educandos em estado de me acompanharem, passou-se algum tempo e durante ele julgo que a vítima foi levada pelo seu perseguidor para longe daqui. Estes atentados são praticados pelos negros dos sítios que há na estrada que em conseqüência da má administração em que os tem, andam toda a noite pela mesma estrada, praticando tudo quanto a sua natural brutalidade lhe faz lembrar, e se V. Exa. se não dignar de tomar alguma providência a este respeito parece-me que não só a estrada se tornará intransitável de noite, como até pelo estado em que existem só os negros dos sítios e os vindos da Cidade se reúnem, entregues à sua descrição, podem trazer conseqüências mais desagradáveis [...] o que falo é para prevenir que este estabelecimento venha a ser insultado como me parecesse muito provável em as cousas como se acham. (FALCÃO, 1843). (citado por CASTRO, 2007, p. 191-192). A Casa dos Educandos Artífices estava alojada em um edifício construído ainda no Século XVIII, situado num ambiente de “ares agradáveis, liberdade própria do campo, vista aprazível e fora do reboliço da cidade”, entre o Campo do Ourique e o Alto da Carneira – hoje, Bairro do Diamante, ocupado pelo Ministério da Agricultura. O Autor do relatório, José Antônio Falcão, era tenente-coronel reformado do Exército, e havia assentado praça em São Luís, juntamente com seu irmão Feliciano Antônio Falcão, em 1831, como cadete no Regimento de Linha. Antônio Falcão foi o organizador da Casa dos Educandos Artífices, e seu diretor no período de 1841 a 1853. Já Feliciano Antônio Falcão, seu irmão, comandou a força expedicionária para combater os Balaios em Icatu e comandou a terceira tropa por ordem de Luis Alves de Lima e Silva, depois Duque de Caxias, entre as localidades de Icatu e Miritiba (hoje, Humberto de Campos), até o fim da Balaiada. (CASTRO, 2007, p. 184). Cumpre lembrar que estes alertas foram feitos no ano de 1843, apenas um ano após o término da Balaiada – iniciada em 1838, originada com as lutas dos quilombolas na área de Codó (Distrito do Urubu) como antecedentes à eclosão da Revolta, até a condenação do Negro Cosme, em 1842[1], estando envolvidos vários capoeiras, entre eles negros escravos, alguns fugitivos do interior da província e outros alforriados. Seriam esses Capoeiras remanescentes da Balaiada?

1863 Josué Montelo, em seu romance “Os degraus do Paraíso”, em que trata da vida social e dos costumes de São Luis do Maranhão, fala-nos de prática da capoeira neste ano de 1863 quando da inauguração da iluminação pública com lampiões de gás; ao comentar as modificações na vida da cidade com as ruas mais claras durante a noite: "Ninguém mais se queixou de ter caído numa vala por falta de luz. Nem recebeu o golpe de um capoeira na escuridão. Os antigos archotes, com que os caminhantes noturnos iluminavam seus passos arriscados, não mais luziram no abandono das ruas."

O que é confirmado por VIEIRA FILHO (1971) quando relata que no famoso Canto-Pequeno, situado na Rua Afonso Pena, esquina com José Augusto Correia, era local preferido dos negros de canga ou de ganho em dias de semana, com suas rodilhas caprichosamente feitas, falastrões e ruidosos. Em alguns domingos antes do carnaval, costumavam um magote de pretos se reunirem em atordoada medonha, a ponto de, em 1863, um assinante do "Publicador Maranhense" reclamar a atenção das autoridades para esse fato.

1877 MARTINS (1989, in MARTINS, Dejard. ESPORTES: UM MERGULHO NO TEMPO. São Luís: (s.n.), aceita a capoeira como o primeiro “esporte” praticado em Maranhão tendo encontrado referência à sua prática com cunho competitivo por volta de 1877. "JOGO DA CAPOEIRA "Tem sido visto, por noites sucessivas, um grupo que, no canto escuro da rua das Hortas sair para o largo da cadeia, se entretém em experiências de força, quem melhor dá cabeçada, e de mais fortes músculos, acompanhando sua inocente brincadeira de vozarios e bonitos nomes que o tornam recomendável à ação dos encarregados do cumprimento da disposição legal, que proíbe o incômodo dos moradores e transeuntes". (MARTINS, 1989, p. 179) 

1889 No mês de julho desse mesmo ano teriam ocorrido outras duas conferências em que os republicanos foram apedrejados pelos libertos de 13 do maio (denominados capoeiras) insuflados pelos monarquistas. (Fonte: Luiz Alberto Ferreira - Escola Caminho das Estrelas O MOVIMENTO REPUBLICANO NO MARANHÃO - 1888-1889)

1915 NASCIMENTO DE MORAES, em uma crônica que retrata os costume e ambientes de São Luís em fins do século XIX e início do XX, publicada em 1915, utilizam o termo capoeiragem: “A polícia é mal vista por lá, a cabroiera dos outros também não é bem recebida e, assim, quando menos se espera, por causa de uma raparigota qualquer, que se faceira e requebra com indivíduo estranho ali, o rolo fecha, a capoeiragem se desenfreia e quem puder que se salve”. (NASCIMENTO DE MORAES. Vencidos e Degenerados. 4 ed. São Luís : Cento Cultural Nascimento de Moraes, 2000, p. 95).

Em outro trecho é mostrada com riqueza de detalhes uma briga, identificada como sendo a capoeira: “Ninguém melhor do que ele vibrava a cabeça, passava a rasteira. Armado de um ‘lenço’ roliço e pesado, espalhava-se com destreza irresistível, como se as suas juntas fossem molas de aço. Força não tinha, mas sabia fugir-se numa escorregadela dos pulsos rijos que avidamente o tentassem segurar no rolo. Torcia-se e retorcia-se, pulava, avançava num salto, recuava ligeiro noutro, dava de braço e pés para a direita e para a esquerda, aparando no ‘lenço’ as pauladas da cabroiera, que o tinha à conta dos curados por feiticeiros de todos os males. Atribuíam-lhe outros, a superioridade na luta, a  certos sinais simbólicos feitos em ambos os braços, sinais que Aranha, muito de indústria, escondia ao exame dos curiosos, o que lhe aumentava o valor”. (in MARTINS, Nelson Brito. UMA ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES DE MESTRE SAPO PARA A CAPOEIRA EM SÃO LUÍS. São Luís: UFMA, 2005. Monografia de Graduação em Educação Física (Licenciatura), defendida em abril de 2005

ANOS 30/40 Mestre Firmino Diniz – nascido em 1929 – que é considerado o mestre mais antigo de São Luís, teve os primeiros contatos com a capoeira na infância, através de seus tios Zé Baianinho e Mané. Lembra ainda de outro capoeirista da época de sua infância, Caranguejo; Mestre Diniz teve suas primeiras lições no Rio de Janeiro com “Catumbi”, um capoeira alagoano. Diniz era o organizador das rodas de capoeira e foi um dos maiores incentivadores dessa manifestação na cidade de São Luís.

ANOS 50 –

ANOS 60 “Renascimento” da capoeira em São Luís, com a chegada de ROBERVAL SEREJO no início dos anos 60. Criação do Grupo “Bantus”, do qual participavam, além de Mestre Roberval Serejo (graduado por Arthur Emídio); Mestre Diniz (aluno de Catumbi, de Alagoas), Mestre Jessé Lobão (aluno de Djalma Bandeira), de Babalú; Gouveia [José Anunciação Gouveia]; Ubirajara; Elmo Cascavel; Alô; Patinho [Antonio José da Conceição Ramos]; e Didi [Diógenes Ferreira Magalhães de Almeida].

1965 Mestre Paturi (Antonio Alberto Carvalho, nascido em 1946, o Mestre mais velho em atuação, hoje), inicia-se na Capoeira com os Mestres Manoelito e Leocádio, e após a chegada de Mestre Sapo, passa a treinar com este. Foi o primeiro a registrar uma Associação de Capoeira (?).

1966 Mestre Canjiquinha [Washington Bruno da Silva, 1925-1994], e seu Grupo Aberrê passam pelo Maranhão, apresentando-se em Bacabal, no teatro de Arena Municipal; e em São Luís do Maranhão: Palácio do Governador; Jornal Pequeno; TV Ribamar; Residência do Prefeito da capital; Ginásio Costa Rodrigues. (in REGO, Waldeloir. Capoeira Angola: ensaio sócio-etnográfico. Salvador :Itapuã, 1968). Acompanhavam Mestre Canjiquinha Sapo [Anselmo Barnabé Rodrigues]; Brasília [Antônio Cardoso Andrade]; e Vitor Careca, os três, ‘a época, menores de idade.

1968 Mestre Sapo retorna ao Maranhão, para ensinar capoeira. Vai se tornar a maior referência da capoeira do Maranhão, formando inúmeros alunos e graduando vários mestres, até sua morte, em 1982.

surgiu à primeira academia de capoeira em São Luís, chamada de Bantu; liderada por Roberval Serejo, um escafandrista da Marinha que aprendeu capoeira no Rio de Janeiro e que veio para o Maranhão nos anos 60. Roberval aprendeu capoeira com um mestre Arthur Emídio, baiano de Itabuna. Desde então, a capoeira deixou de ser praticada em frente ao boteco de cachaça e quitanda, e começou a ganhar novos espaços em escolas, ginásios e academias de ginástica. A academia Bantu funcionou até 1970, ano em que Roberval Serejo faleceu quando mergulhava a trabalho na construção do Porto do Itaqui de São Luís. Depois de Roberval Serejo, Anselmo Barnabé Rodrigues, o mestre Sapo, passou a ser a maior referência na capoeira angola de São Luís, já que os alunos do mestre Roberval passaram a treinar com Sapo (Martins, 2005, pág. 36 IN REVISTA CAMBIASSU Ano XVIII, Nº 4 - Janeiro a Dezembro de 2008).

ANOS 1970 A partir de 1970, Mestre Sapo começou a formar seu grupo de capoeira, passando a ministrar aulas em uma academia de musculação, localizada na Rua Rio Branco; é também nesse ano que se dá a morte de Roberval Serejo; seus alunos, da academia Bantú, passam a treinar com Mestre Sapo.

Em uma de suas viagens, no final dos anos 70, Mestre Sapo, conheceu o Mestre Zulú, em Brasília. Foi quem o graduou Mestre. A partir de então, Mestre Sapo implantou em São Luís o sistema de graduação, através de cordas ou cordel, seguindo as cores adotadas pelo Mestre Zulú. Mas quem o iniciou na capoeira foi Mestre Pelé de Salvador [Natalício Neves da Silva, nascido em 1934]

1977 - Academia de Capoeira Angola Tombo da Ladeira. Regis de Sá Almeida conhecido como “Gavião”, é o responsável pela Academia. O estilo de capoeira adotado pelo grupo é a capoeira angola, justificado pelo uso dos fundamentos e a tradição dos movimentos. Gavião nasceu e cresceu no bairro do Desterro e, em 1977, juntamente com um grupo de jovens da Igreja do Desterro, conheceu a capoeira. A trajetória de Gavião na capoeira é parecida com a de muitos mestres e professores daqui de São Luís. Já foi aluno de Mestre Sapo64 e Mestre Patinho65, viajou para Rio de Janeiro, São Paulo, e Salvador em busca de novos conhecimentos

1979 Mestre Robervaldo Sena Palhano funda, no bairro da Alemanha, a “Associação Cativos de Capoeira”, com estilo e características próprias, com o objetivo de divulgar e motivar a prática da capoeira; atualmente, possui as seguintes filias e locais de treinamento: São Luís – Mestre Murilo; Paço do Lumiar – Instrutor Genivaldo; Imperatriz – Mestre Miguel; Porto Franco – Instrutora Luiza; Bacabal – Instrutor Fábio; Buriti de Inácia vaz – Instrutor Roberto; Araguaina (TO) – Formado Pessoa; Cachoeirinha (TO) – Instrutor Pedro; Resende (RJ) – Mestre Ricardo; Penedo (RJ) – Mestre Ricardo; Porto Murtinho (MS) – Mestre Robervaldo; Correspondente na Suiça – Aluno URS.

1982 Morte de Mestre Sapo. Encerra-se um ciclo na capoeira no Maranhão, inciado por ele.

ANOS 90

1990 em 26 de julho é fundada a Federação Maranhense de Capoeira, pelo Mestre Robervaldo Sena Palhano, com as seguintes associações fundadoras: Cativos da Capoeira; Filhos de Aruanda; Capoeira Cordel Branco; Grupo de Apoio à Capoeira. Sua primeira diretoria foi assim constituída: Presidente: Robervaldo Sena Palhano; Vice: Jorge Luis Lima de Sousa; Primeiro Secretário: Roberto Edeltrudes Pinto Cardoso; Segundo Secretário: Antonio Alberto Carvalho.

- Após a primeira gestão, assumiram a Federação: Jorge Luis Lima de Sousa e depois Evandro Costa.

– a Capoeira volta aos Jogos Escolares Maranhenses por interveniência de Mestre Robervaldo Sena Palhano, da Associação Cativos de Capoeira;

1997 - A Escola de Capoeira Angola Mandingueiros do Amanhã nasceu em 12 de abril de 1997, no Bairro da Madre Deus. Surgiu a partir de um trabalho voluntário com a capoeira realizado em plena praça pública pelo seu fundador Kleber Umbelino Lopes, o “Bamba”. Na época, foi realizado junto à comunidade um trabalho de “resgate” das raízes culturais com o objetivo de difundir e preservar a filosofia da capoeira de angola e realizar projetos que pudessem beneficiar crianças e adolescentes. Os Mandingueiros do Amanhã vem dedicando seus trabalhos à educação através da capoeira angola com crianças e adolescentes. Essas atividades envolvem a pedagogia do esporte priorizando o resgate da cultura negra e o ensino do respeito entre as pessoas, diz Bamba. A escola encontra-se na Rua Portugal, Praia Grande, desde junho de 2008, e divide o espaço com a Academia de Capoeira Angola Catarina Mina. Os dois grupos dividem o mesmo casarão, sendo que a Escola Mandingueiros do Amanhã ocupa a parte superior do casarão e a Academia de Capoeira Angola Catarina Mina fica na parte inferior do prédio. Bamba criou a “Orquestra de Capoeira Angola Mestre Patinho”, que engloba diversos ritmos maranhenses com o som de berimbaus, e com grande repercussão na mídia local e nacional. E nesse ano, foi aprovado um projeto de Bamba, que leva o mesmo nome da orquestra promovido pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), com patrocínio da Petrobras, idealizado pelo Ministério da Cultura. O “Projeto Capoeira Viva”, que tem se dedicado a fomentar políticas públicas para a valorização e promoção da capoeira como bem constituinte do patrimônio cultural brasileiro, está apoiado na diretriz de política cultural da atual gestão do Ministério da Cultura, encaixou o projeto de Bamba na Categoria de Apoio a Ações Sócio-educativas

1998 - A Escola de Capoeira Angola Cortiço do Abelha, fundada em 11 de julho é uma entidade civil que congrega angoleiros sob a responsabilidade de Júlio Sérvio Coelha Serra, o “Abelha”. Criado no bairro da Madre Deus, o Cortiço tem como referência a preservação dos aspectos culturais, filosóficos e sociais que envolvem a capoeira angola, referência esta, seguida do ensinamento do Mestre João Pereira dos Santos ou "João Pequeno de Pastinha", o qual foi o grande tutor que batizou a escola. A escola teve vários endereços no Centro Histórico, na Rua João Vital de Matos, no Beco da Pacotilha e atualmente, no Casarão do Saber, sendo que este último também agrega outras atividades culturais em um mesmo espaço. O Cortiço do Abelha tem 66 A A escola teve vários endereços no Centro Histórico, na Rua João Vital de Matos, no Beco da Pacotilha e atualmente, no Casarão do Saber, sendo que este último também agrega outras atividades culturais em um mesmo espaço. O Cortiço do Abelha tem 66 A escola já foi considerada academia de capoeira, mas mudou para escola por ser mais educacional no sentido de preservação dos fundamentos. desenvolvido trabalhos em outras escolas da Europa, mais precisamente em Itália, na cidade de Milão, Torino e Palermo, França na cidade de Perpignan e Holanda em Amsterdã, Leiden, Maastricht e Helmond, na Suíça, em Basel; Bélgica, em Bruxelles; França, em Lille; e na Itália, Milão, por meio de workshops e oficinas com outros grupos. Aqui no Brasil, Abelha já ministrou oficinas e workshops em Belém, Fortaleza, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Teresina. Além das aulas e fundamentos da capoeira angola, Abelha fabrica e comercializa instrumentos com outros grupos no exterior, sendo que o mais solicitado é o berimbau decorado com a ajuda de um pirógrafo, instrumento elétrico que serve para decorar o berimbau. Abelha criou o chamado berimbau do futuro, um berimbau constituído em três partes, facilitando o transporte do instrumento sem grandes riscos de danificação.

1999 - Escola de Capoeira Angola Acapus recebeu este nome em homenagem a uma árvore, da qual partiu a sigla ACAPUS, cujo significado é Academia de Capoeira Angola Pequeno Urucum da Senzala. Fundada em 09 de Setembro de 1999, na Rua dos Acapus bairro Renascença, mudou-se para um prédio na Rua Portugal, Praia Grande no Centro Histórico e seu responsável é Luís Augusto Lima, conhecido como “Senzala”, pelo seu estilo de jogo. Senzala pratica capoeira há vinte anos. Trabalhou em projetos sociais como: Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR) e, atualmente, pretende levar as aulas de capoeira para dentro dos quilombos maranhenses.

A Escola de Capoeira Angola Acapus possui convênio com uma academia de capoeira na Europa (Associação na Espanha – Murcia), onde alunos mais avançados da escola de São Luís ministram aulas fora do Brasil.

ANOS 2000

2000 Fundada, em maio, a Associação Nação Palmares de Capoeira; vem desenvolvendo um trabalho forte na capital e em várias outras cidades do Estado. Principalmente na Baixada Ocidental maranhense, onde se concentra a maioria de suas unidades de ensino. Fundada através da união de 8 professores e contra-mestres, atualmente sob a coordenação geral do Contra-Mestre Jota Jota, a Nação Palmares de Capoeira atravessou as fronteiras do Estado e do país se instalando na França, na Bélgica. Núcleos no Maranhão: Barreirinhas (Formado : Feiticeiro); Paulino Neves (Formado : Feiticeiro);  São Mateus (Estagiários : Cinô e Paturi); Viana (Formado : Zequinha); São João Batista (Formado : Zequinha); Pindaré-Mirim (Formado : Ventania).

2004 Academia de Capoeira Angola Catarina Mina surgiu como projeto da Companhia Catarina Mina. Instituição sem fins lucrativos, de caráter sócio-cultural e educacional, localizada em um casarão na Rua Portugal, morada 302, Praia Grande. Foi fundado pelo professor de capoeira e dançarino popular63 Ivan Madeira e pela arteeducadora e dançarina popular Zayda Costa, em 2000. De acordo com Ivan Madeira, o Catarina Mina tem desenvolvido vários trabalhos de “resgate” da cultura popular maranhense. Desde sua abertura, a capoeira já estava nos planos da Companhia, mas ainda não desenvolvia atividades nesta modalidade em decorrência da parceria com outra academia de capoeira angola, o Cortiço do Mestre Abelha. De acordo com Ivan Madeira, o Catarina Mina tem desenvolvido vários trabalhos de “resgate” da cultura popular maranhense. Desde sua abertura, a capoeira já estava nos planos da Companhia, mas ainda não desenvolvia atividades nesta modalidade em decorrência da parceria com outra academia de capoeira angola, o Cortiço do Mestre Abelha.

2006 assume a Federação Maranhense de Capoeira -“gestão volta ao mundo” – como  Presidente: Murilo Sérgio Sena Palhano (988806 54 89); Vice: Cláudio da Conceição Rodrigues; Primeiro Secretário: José Antonio de Araújo Coelho; Comunicação Social: Genivaldo Mendes;Diretor Técnico: Juvenal dos Santos Pereira; Tesoureiro: Márcia Andrade Sena Palhano; Diretor de Arbitragem: Jorge Luis Lima de Sousa.  Associações filiadas: Cativos da Capoeira; Filhos de Aruanda; Jeje Nagô; Mara Brasil; Amarauê; Art Brasil;Sheknah.

 

[1] ARAÚJO, Maria Raimunda (org.). Documentos para a história da Balaiada. São Luís: FUNCMA, 2001

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