Resumo

O processo de transição de carreira e envelhecimento podem representar momentos conturbados na vida dos atletas e, portanto, este estudo objetiva identificar, sistematizar e analisar relatos de experiências de atletas olímpicos aposentados, na modalidade de atletismo. A metodologia de pesquisa utilizada foi de natureza quali-quantitativa através de questionário prévio e entrevista semiestruturada. Participaram nove corredores meio-fundistas que representaram o Brasil nas Olímpiadas de 1984-2016, com a média de idade de 56,7 (±8,56) anos. Após transcrição das entrevistas gravadas, foram desenvolvidos mapas de linha de tempo e identificados pontos em comum na trajetória e transição de carreira dos atletas. Observou-se que todos os atletas optaram por uma dupla carreira, conciliando os estudos com a alta performance. Isso parece ter suavizado a adaptação a uma nova carreira laboral dos sujeitos. No quesito qualidade de vida, 88,88% dos sujeitos continuam praticando exercícios físicos e nenhum demonstrou limitações físicas decorrentes da carreira atlética.

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