Resumo

O envelhecimento populacional configura-se como um dos principais desafios contemporâneos à saúde pública. No Brasil, pessoas com 60 anos ou mais representam 15,6% da população (IBGE, 2022), exigindo estratégias que promovam autonomia e funcionalidade. Nesse contexto, o Treinamento Funcional (TF) destaca-se como método sistematizado baseado em movimentos multiarticulares e multiplanares que simulam atividades da vida diária, visando o desenvolvimento integrado das capacidades físicas (Silva-Grigoletto; Resende-Neto; Teixeira, 2016). O presente estudo teve como objetivo analisar os benefícios do TF para mulheres idosas por meio de revisão integrativa da literatura. Realizou-se revisão integrativa conforme Mendes, Silveira e Galvão (2008), com buscas nas bases PUBMED, SCIELO, Periódicos CAPES e BVS, utilizando os descritores “functional training”, “elderly” e “women”. Foram incluídos ensaios controlados, randomizados e revisões sistemáticas publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra em português, inglês ou espanhol. Excluíram-se estudos duplicados, incompletos ou que não tivessem o TF como intervenção principal. Após triagem e análise crítica, cinco estudos compuseram a amostra final. Os achados indicam que o TF promove melhorias significativas na aptidão funcional, especialmente em agilidade, equilíbrio dinâmico, resistência muscular e capacidade cardiorrespiratória (Correa et al., 2022; Caldas et al., 2019). Aragão-Santos et al. (2024) evidenciaram que 16 semanas de TF geram adaptações duradouras, mantendo benefícios mesmo após três meses de destreinamento. Mile et al. (2021) demonstraram aumento de força e massa muscular em mulheres idosas com sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa muscular esquelética (Cruz-Jentoft et al., 2010). Tais resultados reforçam o papel do TF na prevenção de quedas, problema associado a maior mortalidade feminina na velhice (Gonçalves et al., 2022)

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