Treinamento resistido e mulheres sobreviventes de câncer de mama: uma revisão integrativa
Por Cláudio Melibeu Bentes (Autor), Camila Fernandes-Silva (Autor), Míthia Cavalheiro-Costa (Autor), Luiz Paulo Pimenta Rambal (Autor), Ravini Sodré (Autor), Guilherme Rosa (Autor), Mel França Pereira (Autor).
Em Revista de Educação Física - Centro de Capacitação Física do Exército v. 93, n 3, 2024.
Resumo
O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, com alta incidência após os 50 anos. Fatores como tabagismo, obesidade e predisposição genética influenciam seu desenvolvimento. Embora os avanços no rastreamento e tratamento tenham elevado as taxas de cura, os efeitos adversos físicos e psicológicos dos tratamentos ainda comprometem significativamente a qualidade de vida das pacientes.
Objetivo: Investigar os efeitos do treinamento resistido (TR) isolado ou combinado com o treinamento aeróbio em mulheres sobreviventes de câncer de mama.
Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa com abordagem qualitativa, de natureza descritiva, exploratória e opinativa da literatura. Os acervos eletrônicos Periódicos CAPES, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Pub Med foram consultados para buscar estudos de intervenção que relacionavam treinamento resistido/aeróbio com mulheres sobreviventes de câncer de mama, publicados entre 2012 e 2023, com faixa etária de 40 a 80 anos e escritos em português ou inglês.
Resultados e Discussão: O TR, isolado ou combinado com treinamento aeróbio, é eficaz para melhorar vários aspectos em mulheres sobreviventes de câncer de mama, incluindo força muscular, redução da fadiga, qualidade de vida e aspectos psicossociais.
Conclusão: O TR é seguro e flexível, permitindo combinação de exercícios para atender preferências e limitações individuais, abordando domínios fisiológicos não alvo de outros exercícios.
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