Resumo

Imagem corporal é a representação mental do próprio corpo (Schilder, 1980). Uma das formas de desenvolver, influenciar, promover e trabalhar a imagem corporal é por meio de programas sócio pedagógicos, mais conhecidos como intervenções (Ferreira; Castro; Morgado, 2014). Essas intervenções englobam abordagens destinadas ao desenvolvimento e promoção de uma melhor relação das pessoas consigo mesmas, a partir do desenvolvimento de uma imagem corporal integrada e plena. No Brasil, até o momento, os estudos têm confirmado a relevância dos fatores de risco identificados em outras culturas, como influência da mídia, insatisfação corporal, internalização de ideais de beleza e sintomas depressivos, mas poucos estudos avaliaram programas baseados em evidências (Hudson et al., 2021). E, tão importante quanto investigar e analisar as múltiplas facetas da imagem corporal e suas associações, é promover intervenções para as diversas populações (Ferreira; Castro; Morgado, 2014). Uma população que merece destaque é a de universitários. Evidências indicam que esses estudantes apresentam uma vulnerabilidade acentuada ao desenvolvimento de diversas condições psicológicas adversas, incluindo, por exemplo, depressão, baixa autoestima, dificuldades nas interações interpessoais, além de transtornos alimentares e dismórficos corporais (Silva et al., 2021). A literatura aponta, ainda, que alterações na imagem corporal apresentam associações com diferentes psicopatologias, sendo a baixa autoestima uma das manifestações frequentemente relacionadas a esse construto (Almeida; Huguenin; Morgado, 2023). Nesse contexto, a autoestima constitui um componente importante, definido como a avaliação que o indivíduo faz de si mesmo, refletindo o grau de satisfação pessoal com suas próprias características e habilidades (Hutz; Zanon, 2011).

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