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O Crescimento Económico dos Países Organizadores de Campeonatos do Mundo



Segue uma nota do Futebol Finance. Laercio
O crescimento económico dos Países organizadores de Campeonatos do Mundo 06.02.12 · Tiago Oliveira Reis · Análise Financeira · 0 Comentários487 LEITURAS

Com a organização das duas das provas mais importantes do panorama desportivo, é esperado que no Brasil, esses mesmos eventos tenham um impacto positivo no desenvolvimento do país e da economia propriamente dita. O Banco Itaú prevê que o Produto Interno Bruto do País aumente cerca de 1,5%, com o turismo a ter um importante papel nesse aumento.

Por outro lado a experiência anterior, na análise aos países organizadores, demonstra contudo, que a organização de um Campeonato do Mundo não é por si só, uma alavanca às respectivas economias.

Analisando historicamente os resultados económicos obtidos pelos países anfitriões da prova máxima da FIFA, chega-se à conclusão que, em média, os países que organizaram o Campeonato do Mundo de Futebol, tiveram um abrandamento económico durante os dois anos que antecederam os jogos, propriamente ditos. Em média, o Produto Interno Bruto dos Países organizadores do Campeonato do Mundo, entre o ano da prova e os 2 anos anteriores, caiu 0,77%.

Os anos posteriores à organização da prova, ditam, por outro lado, um crescimento do PIB, em média nos 1,37%, sendo que 10 em 15 Países organizadores apresentam resultados superiores 2 anos depois ao ano da organização da prova, e também 10 em 15 apresentam resultados mais positivos 2 anos depois da prova do que 2 anos antes da mesma.

CRESCIMENTO ECONÓMICO DOS PAÍSES ORGANIZADORES DE MUNDIAIS (em %)
Ano Organizador(es) 2 Anos Antes Ano CM 2 Anos Depois
1954 Suiça 4,4 5,5 6,4
1958 Suécia 2,6 2,9 4,2
1962 Chile 4,8 4,7 4,3
1966 Inglaterra 2,1 2 3,3
1970 México 6,6 6,9 6,3
1974 Alemanha 1,5 0,3 1,8
1978 Argentina 1,5 -3,2 4,2
1982 Espanha 0,6 1,2 1,8
1986 México -0,5 -3,1 1,5
1990 Itália 2,4 2 2,5
1994 Estados Unidos 3,3 4 3,1
1998 França 2,2 1,9 3,1
2002 Coreia/Japão 2,8 3,6 3,2
2006 Alemanha 0,6 0,2 0,1
2010 África do Sul 5 -0,6 3,1

Média 2,66 1,88 3,26

Mediana 2,4 2 3,1

Apesar disso, é de salientar que nas últimas 3 organizações de Campeonato do Mundo (Coreia/Japão, Alemanha e África do Sul) tiveram resultados piores nos dois anos posteriores à prova do que propriamente nos dois anos anteriores à mesma, tendo a África do Sul, sido o único dos três a conseguir um resultado mais positivo na comparação entre o ano da prova e os dois anos posteriores

Estando o Brasil a sensivelmente 2 anos da prova máxima de Selecções de Futebol, e com um Produto Interno Bruto que tem vindo a decrescer exponencialmente, situando-se nos 2,10% no 3º Quadrimestre de 2011, menos 4,8% do que no mesmo período do ano anterior, é esperado que a organização dos Campeonato do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos, possam contribuir para um volta-face, na tendência de queda do Produto Interno Bruto Brasileiro, mas que apenas se deverá sentir depois da organização dos mesmos.

Fonte: http://bit.ly/xXLZam

Comentários

Por Edison Yamazaki
em 06-02-2012, às 21h42.

Vou adiantando que não sou pessimista. Mas na situação atual, fica difícil de acreditar que o Brasil terá algum lucro com a Copa do Mundo. Só o que o governo tem gasto com a infraestrutura já é um colosso. O pior são os estádios que ficarão abandonados por falta de eventos. Infelizmente não dá para acreditar em benefício para o país.

Por Ricardo Antonio Torrado de Carvalho
em 22-04-2013, às 22h14.

Excelente texto. 

Recentemente tive que ler um artigo sobre desenvolvimento sustentável.

A pergunta é: Será que com o crescimento econômico nos desenvolvemos efetivamente?

Países em crescimento economico não necessariamente possuem um bom IDH.

O crescimento econômico, o PIB elevado, é uma utopia, uma ilusão, pois isso por si só não desenvolve nada. As pessoas podem ficar ricas de dinheiro, mas pobres de valores elementares (saúde, educação, segurança).

Podemos dizer que os investimentos no esporte brasileiro nunca foram tão altos como agora e que, certamente, clubes e federações terão mais receitas. Mas, e o nosso desporto de base estará desenvolvido? O desporto escolar? A prestação de serviço social através do esporte? 

Enfim...

A economia e os economias por vezes ignoram o verdadeiro significado de desenvolvimento.

 

Grande abraço,

Prof. Ricardo Torrado

Por Roberto Affonso Pimentel
em 23-04-2013, às 08h33.

Atenção: privatização ainda é para nós coisa para "inglês ver"!

Parece que o foco do artigo - análise histórica de resultados econômicos - está demasiadamente restrito ao próprio evento. Contudo, a economia mundial não é estável e não vive em função de futebol. Assim, o articulista está a comparar a seleção brasileira em diversas épocas, o que se constitui em erro histórico. 

Além das circunstâncias da economia global, há que se considerar o momento econômico do país, e como todos já devem ter percebido, o leiloamento eleitoral a que estamos submetidos pelos salvadores da pátria.

Sobre o possível aproveitamento das instalações no futuro, o único pesar seria que os políticos se valessem da prerrogativa. Caso contrário, muitos consórcios de empresas poderão se locupletar e tornar rentável o empreendimento. Nas mãos dos políticos, jamais: "Margaret Thatcher neles"! 

 

   

Por Edison Yamazaki
em 27-05-2013, às 21h53.

O que o Brasil está gastando na organização da Copa do Mundo não será recuperado tão rapidamente. Será uma alegria momentânea ao povo brasileiro e uma manifestação de orgulho do governo por achar que organizar um grande evento esportivo é sinal de progresso, modernidade e inclusão. Não vejo quase ninguém preocupado com pós Copa do Mundo.

Não acredito que os estádios sejam bem utilizados depois dos jogos e que continuem da dar lucros com eventos ou similares. Não leio quase nada em projetos de infra-estrutura como melhoramentos de estradas, meios de transportes, aeroportos, etc. Parece que a Copa no Brasil será apenas estádios novos.

Não sei exatamente quantos milhões serão gastos oficialmente, sem contar o superfaturamento das obras, tão comuns em terras tupiniquins. Sinto no ar uma certa acomodação por parte da população que pouco está se interessando com o crescimento econômico pós Copa. É miopia pura de  quem pensa que futebol é tudo.

Por Ricardo Antonio Torrado de Carvalho
em 28-05-2013, às 10h03.

Uma frase histórica resume isso: "De ao povo pão e circo".....podemos atualizar para "Dê ao povo bolsa e futebol"?

Sinceramente, espero que eu esteja enganado e que, por incrível que pareça, esta política atual seja a mais indicada para o nosso povo, dentro da nossa realidade cultural e antigos costumes.

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