A partir do anúncio do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, uma tendência de profissionalização esportiva precoce se tornou uma constante nos ambientes escolares. Os recursos destinados somarão entre 1,5 a 2,5 Bilhões, vindos de fundos governamentais através do Programa Bolsa Medalha, na intenção de que surjam novos nomes brasileiros entre os atletas olímpicos de alto nível para os Jogos Olímpicos de 2016 a 2024, conforme publicação feita na “Revista Contra Relógio.com.br”. Esta prática encontra-se em discordância com as recomendações apresentadas pela Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS) na década de 90. 

            Estudos realizados pela FIMS, listam problemas acerca da especialização esportiva precoce na infância, onde as fases de pico de crescimento entre 2, 6 e 10 anos, devem ser minuciosamente observadas e respeitadas. Além da observação das fases de crescimento, deve ser levado em conta a tendência natural entre as crianças de comparação, principalmente em relação à força, velocidade e habilidade, o stress físico e mental gerado pelos treinamentos intensos, e que cada indivíduo tem um limite biológico de rendimento de acordo com a fase de crescimento em que se encontra, sendo que este rendimento depende mais da idade esquelética que da fase cronológica (Rev Bras Med Esporte vol.3 no.4 Niterói Oct./Dec. 1997).             É pertinente a necessidade do convívio social e das brincadeiras para a criança experimentar e vivenciar para o aprendizado. Até que ponto o Programa Bolsa Medalha deve ser mantido e estimulado, para que o povo brasileiro tenha a sensação de que ganhar muitas medalhas seria mais importante que a infância? E até que ponto a abstenção da infância em treinamentos excessivos será certeza de medalhistas olímpicos?

Fontes:  * revistacontrarelógio.com.br

  * Rev Bras Med Esporte vol.3 no.4 Niterói Oct./Dec. 1997

Comentários

Por Lidiane Cristina Estevam
em 25 de Fevereiro de 2013 às 15:57.

Acredito que muito há que se pesquisar,estudar e também conscientizar a todos os envolvidos no processo,para que haja uma clareza nas ações.Que não seja só a objetividade,mas todas as consequências de algo realizado com ênfase em resultados e esquecer do lado humano,físico e psicólogico;trabalhos bem realizados,fundamentados e resguardando seus possíveis "problemas"/consequências,podem sim ser bem sucedidos.

Por Thiago Menengucci Rodrigues
em 25 de Fevereiro de 2013 às 23:33.

É notório o descaso e a falta de cuidado do Governo Brasileiro sob o lóbi de se destacar em uma atividade internacional promovida aqui.

Sacrificar a infância sob o pretexto de estimular o esporte, sendo que na verdade o que está sendo estimulado é a especialização precoce é uma falta de responsabilidade, então, logo se vê que o que interessa para os interesses políticos do Governo e para o entretenimento geral do povo é o esporte brasileiro sobressaindo como nunca antes, isso a qualquer custo.

Os profissionais de Educação Física que compactuam com esse tipo de atitude, deveriam rever suas prioridades e conceitos quanto a serem educadores.

Por Saulo Augusto Rosa da Silva
em 26 de Fevereiro de 2013 às 02:01.

Entendo que é de uma senhora ignorância iniciar um projeto de profissionalização esportiva devido a uma "vitória" para cediar os jogos olímpicos. Penso que para se tornar uma potência esportiva leva-se muito tempo, e o prazo de 4 anos não trará resultados expressivos. Além de tudo esse processo causará uma "ilusão" de certo modo em boa parte da população.

Já no aspecto voltado no desenvolvimento das crianças sou totalmente contra, principalmente devido ao curto prazo e o "assassinato" da infância. Infância cuja qual não se deve caber a palavra profissionalização, pois é uma etapa da vida para o desenvolvimento para que mais tarde de uma forma natural ocorra as fases da vida.

O Brasil tem sim que incentivar o esporte, mais de forma consciente e principalmente responsável, pois o amanhã existe. E como futur

Por Saulo Augusto Rosa da Silva
em 26 de Fevereiro de 2013 às 02:04.

Entendo que é de uma senhora ignorância iniciar um projeto de profissionalização esportiva devido a uma "vitória" para cediar os jogos olímpicos. Penso que para se tornar uma potência esportiva leva-se muito tempo, e o prazo de 4 anos não trará resultados expressivos. Além de tudo esse processo causará uma "ilusão" de certo modo em boa parte da população.

Já no aspecto voltado no desenvolvimento das crianças sou totalmente contra, principalmente devido ao curto prazo e o "assassinato" da infância. Infância cuja qual não se deve caber a palavra profissionalização, pois é uma etapa da vida para o desenvolvimento para que mais tarde de uma forma natural ocorra as fases da vida.

O Brasil tem sim que incentivar o esporte, mais de forma consciente e principalmente responsável, pois o amanhã existe. E como futuro profissional da área penso que não devo participar deste tipo de projeto.

Por Charlene Priscila Herculano de Morais
em 26 de Fevereiro de 2013 às 14:36.

 

 

 

Concordo Plenamente com o Saulo, o governo se mostra muito ignorante ao criar um projeto desses. Está pulando etapas importantes do desenvolvimento da criança. A especialização precoce não só atropela fases como pode ate causar frustração na criança e aversão à determinada modalidade, ate prejudicar no desenvolvimento físico dela. Sem contar que está pulando as três situações de esporte existentes que são o esporte-educação, esporte-participação e o esporte-performance o qual estão indo direto a ele. É certo o incentivo da prática esportiva, mas como o foco são os grandes eventos esportivos, o Brasil tem grandes problemas que precisam ser resolvidos com urgência do que se preocupar em maquia-los com medalhas olímpicas.

Por Patrícia Santos de Souza
em 27 de Fevereiro de 2013 às 16:45.

Esse é um tema muito interessante para ser discutidos principalmente para futuros e profissionais já atuantes  da área de educação física, em qual idade realmente deve se iniciar o esporte de rendimento em um idivíduo? Com certeza não é na infância onde a criança está se desenvolvendo fisicamente, psicologicamente  e essa fase deve se respeitada para que no futuro os danos causados nesse indivíduo( Criança) não sejam trágicos, levando ainda em consideração que uma criança ainda não tem discernimento do que quer fazer e talvez ao invez de se criarem e desenvolverem  medalhistas irão desenvolver adolescente amargurados e fracassados.

Por Jenniffer Querollen Fernandes
em 27 de Fevereiro de 2013 às 19:31.

Esse é um tema muito polêmico e que deve ser discutido,afinal nos dias de hoje as crianças já não se interessam mais por jogos e brincadeiras e a cada dia que passa isso se torna mais visível. A especialização precoce passa por cima de importantes fases do desenvolvimento da criança, cria um espírito de competição na mesma , fazendo com que a diversão, a alegria, o convívio social com outras crianças passa despercebido e torna insignificante. Será que esse projeto do governo é realmente necessário? Penso que existe verdadeiros problemas que precisam ser solucionados na área da educação física. Incentivo ao esporte é maravilhoso, agora ultrapassar fases de desenvolvimento da criança, que consequentemente irão gerar problemas futuros para ela não é correto.

Por Suzana Maria da Silva Jorge
em 2 de Março de 2013 às 23:57.

É engraçado como só agora, com o anúncio das Olimpíadas no Brasil que o governo vai se preocupar em apoiar o esporte brasileiro, e ainda assim, apoiando de forma errada. E quanto ao desenvolvimento infantil, onde fica?? Onde fica o bom convívio social entre as crianças, se desde novas, elas já são incentivadas à forte competição (como se a própria fase de competição normal já não fosse o bastante)?? Acho bacana do governo querer apoiar o esporte no país, já que este não é tão valorizado, mas pesquisar tais medidas antes, é de suma importancia. Sem contar que quem garante que a criança/jovem que ingresse nesse programa hoje, será um vencedor amanha? Onde fica o bom senso das pessoas que governam esse país??

Por Samara Moura
em 3 de Março de 2013 às 00:47.

 

Criar programas como a Bolsa Medalha em conseqüência as Olimpíadas 2016 apresenta limitações, pois é necessário uma estruturação pensada a longo prazo, é um descaso notório do Governo Brasileiro , pois é necessário trabalhos fundamentados e resguardando aos praticantes, é um curto prazo para se tornar uma potência esportiva, leva-se muito tempo para obter resultados expressivos, não adianta criar programas visando resultados em apenas em 4 anos, o Brasil tem que incentivar a prática do esporte, mas de forma consciente. Já no aspecto voltado a iniciação precoce não só atropela as fases como leva ao praticante frustrações, pode levar a uma aversão a modalidade praticada, já não se  faz  por prazer, mas pelas cobranças. 

Por Karine Marlleny Neves Corrêa
em 4 de Março de 2013 às 13:26.

É uma falta de respeito achar que em quatro anos grandes medalhista ja que não se tem um trabalho anterior, é bacana se investir em esporte mas o governo deveria olhar além das medalhas e começar um projeto pensando nao somente nas olimpíadas de 2016 mas criar projetos que formará atletas e se vinculará um ciclo que no seu caminho com certeza aparecerá as recompesas. O atleta não é formado como máquina é necessario ter alicerce para conseguir superar todos seu obstáculos e não serão apenas quatro anos que se que formará grandes atletas.

Por Raíssa Carla Gomes
em 20 de Março de 2013 às 11:26.

 

A inclusão de crianças e jovens em esportes de competição tem preocupado a comunidade científica, principalmente em função das implicações que a busca por resultados competitivos pode ter no desenvolvimento em longo prazo. Esta ênfase em resultados imediatos não condiz com um trabalho de formação que deve existir nas categorias de base e sim com um processo de especialização esportiva precoce. Para que as crianças não vivenciem todos os problemas advindos de uma especialização esportiva precoce, é importante que o processo de treinamento seja contínuo, formativo e planejado de forma a favorecer o desenvolvimento integral do indivíduo.

Por Adriano Figueiredo
em 11 de Março de 2013 às 00:35.

 

Nos dias de hoje tem-se imposto e não ofertado de uma maneira galharda as futuras gerações a troca da infância pela personificação de "super-heróis", "crianças do futuro", exemplos de sucesso de um país, porém, tudo isso fica escondido por de trás do termo "especialização precoce". 
Esta, que é realizada por meio de exercícios e atividades que levam a aquisição ou aprimoramento das habilidades específicas do esporte e/ ou da atividade física. Enfim, uma definição mais conceitual e formal da situação, contudo o que se percebe é que o Governo em todas as suas formas e segmentos, e também as mídias, e até mesmo a população que fica à mercê do governo como se fosse um títere qualquer manipulada por todos esses meios de poder, sendo assim ela também sofre e contribui para que cada vez mais se aumente e mantenha essa pseudo santimônia de futuros heróis de um país. 

Em que o termo e a existência da especialização precoce seja vista e apreciada como uma coisa extremamente positiva, salvadora de um país que quer mais ser visto com outros olhos pelo resto do mundo capitalista como sendo um país que se forma atletas de ponta. Em que jogam a responsabilidade para as crianças, para suprir uma carência ou até uma quase inexistência que já vem desde os primórdios de seu descobrimento. 
Com isso, recai sobre as crianças e jovens uma responsabilidade e significância como se eles fossem a única e a melhor solução salvadora da imagem do país. Sendo assim, manipulam as famílias carentes e outras com poder aquisitivo melhor de todas as maneiras possíveis por meio de apelos ufanistas e honrosos. No caso das famílias mais humildes, elas vêem isso como uma maneira única de melhorar as suas vidas através de seus filhos como futuros campeões...

Já as famílias de classe média e as mais abastadas enxergam com outros olhares e interesses cujo objetivo parece ser a manutenção de poder e estatus da classe. Típica sociedade com características mais de vaidade, orgulho de seu status social e financeiro à qual com essa utopia da especialização precoce e "berço de super atletas" e quase que santificadas, etc e tal... Acabam todos compactuando, fomentando assim cada vez mais esse sistema capitalista de forma direta e indireta na busca de demonstração e exibição de poder. Muito semelhante aos momentos históricos desde a época da nobreza e da burguesia que eram classes dominantes e que predominavam com seus vezos e interesses sociais e materialistas.
Não obstante, isso se torna um prato cheio pra alimentar e aumentar ainda mais os conflitos sociais, em que uns querem exaltar seus poder, outros querem apenas se inserir nesse cenário e, outros apenas sonham e divagam com condições de melhoria de sobrevivência mesmo.

Por conseguinte, todos contribuem para que cada vez mais as ações de especialização precoce tomam o lugar da infância das crianças. Sabe-se que a especialização é inevitável no esporte de alto nível, entretanto, ela deveria ocorrer com base em uma estrutura de treinamento adequada ao desenvolvimento e que deveria ser levado em consideração o desenvolvimento individual de cada um dos envolvidos nesse contexto, inserindo-se um aumento regular de carga, nos moldes de uma formação básica múltipla, garantindo assim movimentos coordenativos mais globais.
É preciso dar as estas crianças o direito de virem a se desenvolver de forma natural, com discernimento e respeitando as suas fases de desenvolvimento em que estas se encontram, e respeitando assim seus limites, e até mesmo seus sonhos e vontades...Pois muitos entram por influências externas ou de familiares...  Pois como mencionado no próprio texto do debate. Eu reitero que: "a observação somente da idade cronológica é insuficiente, uma vez que o crescimento, o desenvolvimento e a maturação acontecem num ritmo individual e, portanto, variando de um indivíduo para outro". Não se devem privar as crianças de poder vir a usufruir de outras atividades físicas que contribuam para sua formação psicomotora e psicossocial. 
Pois pressões demasiadas para se auferir sucesso, e essa supervalorização das competições, isso repercute de uma forma negativa, nociva em crianças e adolescentes que possam vir a apresentar uma deficiência de estabilidade psíquica.   O Brasil tem que incentivar todos os esportes de uma maneira geral, porém, de uma forma consciente, sábia, humana e com a devida responsabilidade. E cabe a todos os cidadãos no geral e, também aos futuros Educadores Físicos o dever e a consciência de lutar para que o Esporte, o indivíduo ser humano seja respeitado e bem preparado para poder assim crescer, desenvolver e evoluir dignamente; sendo cada um no seu devido ritmo biológico e psíquico de ser...  

Por Armânio Guilherme Bento
em 11 de Março de 2013 às 23:45.

   É  muito  triste para  nos profisionais  de  Educação Física  ver   uma  atitude  desta  partir  de um  outro professor  , uma pessoa  que  deveria estar  moralizando  os nosso setor  profisional vem  como  uma  medida  desta  nos desvalorizar  ainda  mais, jogando  os  nossos alunos  , filhos a   merce de   pessoas que  não tiveram nehuma preparação  profisional para ministrar tal  aula , isso nos  causa tamanha indignação, não podemos  ficar de  braços cruzados pois  como  profisionai  da área  e  acima de  tudo pais e   mães de  família não podemos  jamais que os nossos filhos pratiquem determinadas atividades   com alguém que  não tem  especialidade  pra  tal . Isso nos causa  muita  revolta  a   nos  profisionais da  área da Educação Física vanos  revindicar   os  nossos direitos.

Por Raíssa Carla Gomes
em 20 de Março de 2013 às 11:26.

 

A inclusão de crianças e jovens em esportes de competição tem preocupado a comunidade científica, principalmente em função das implicações que a busca por resultados competitivos pode ter no desenvolvimento em longo prazo. Esta ênfase em resultados imediatos não condiz com um trabalho de formação que deve existir nas categorias de base e sim com um processo de especialização esportiva precoce. Para que as crianças não vivenciem todos os problemas advindos de uma especialização esportiva precoce, é importante que o processo de treinamento seja contínuo, formativo e planejado de forma a favorecer o desenvolvimento integral do indivíduo.

Por Marcos Paulo de Souza
em 20 de Março de 2013 às 11:33.

Nome: Marcos Paulo de Souza

Período: 3º

Matricula: 702084

Disciplina: Pedagogia da Educação Física

3º Comentário:

Com a tendência de a profissionalização esportiva precoce acontecer no Brasil devido as Olimpíadas de 2016 serem realizadas no Rio de Janeiro, pode ocasionar muitos problemas para as crianças, pois as fases de crescimento entre 2, 6 e 10 anos, devem ser minuciosamente observadas e respeitadas como citado no texto acima. As crianças nessa fase da vida têm que ter o hábito das brincadeiras sadias, pois é através das brincadeiras que ocorre as vivencias sócias e o aprendizado social.

  Para um atleta se tornar uma potencia no esporte leva tempo, e para a criança ser exposta a este nível de treinamento desde cedo é muito sacrificante, pois perderá uma fase primordial de sua vida que é a infância.  O esporte tem que ser incentivado pelo governo, mas não dessa forma.

Por Otávio Soares
em 25 de Março de 2013 às 19:48.

Nome: Otávio Soares de Oliveira

 

O Brasil está tentando reproduzir o bom desempenho nos Jogos Olímpicos como a China. Reportando para o nosso país a especialização precoce de seus atletas afim que se tenha um melhor desempenho na mesma. Desta forma o governo brasileiro está fazendo com que as crianças do Brasil sejam atletas medelhistas futuramente, mas tentando mudar a forma de preparação dos atletas, ou seja, especializando as crianças precocemente. Com isso temos diversos fatores que não são positivos durante esta preparação, pulando as etapas de desenvolvmento das crianças, a criança a partir disso é comparada a um atleta adulto, treinamentos, competições, preparações psicológicas...

Nós como futuros profissionais de Educação Física, temos que nos expressar e reinvindicar esta medida, mostrando para o governo argumentos contundentes sobre este tema, assim poderemos mudar esta falsa idéia do governo, que está pensando em apenas no desenvolvimento e desempenho do país, não se importando com a criança que quando é submetida a uma especialização precoce não tem uma vida de criança, ou seja, ela deixa de ser criança para viver num mundo de adultos, ficando exposta a diversos fatores que serão prejudiciais a ela.

Por Isabela Bastos
em 2 de Abril de 2013 às 02:11.

 

Em nenhuma circunstância ganhar medalhas seria mais importante que a infância, pois não é só a infância de uma criança que está em jogo é principalmente e sua saúde. Especialização precoce independente do que está à vista é sempre uma polêmica. Mas claro que a influência dos eventos esportivos divulgados com grande frequência pelos meios de comunicação acarreta essa especialização precoce, mas tem a identificação com ídolos, à pressão dos pais e dos amigos e a esperança de obter sucesso e status também influencia nesse número crescente de crianças que vem iniciando sua prática cada vez mais cedo.

O que se deve manter do Programa Bolsa Medalha é a idéia de estimular o esporte, mas estimular de forma correta não com apenas o intuito da Olimpíada que será realizada no Brasil. É só porque o Brasil será sede de megaevento é que deve mostrar resultado? E porque a pressa para formar atletas capacitados a disputar e ganhar medalhas? Creio que todos já ouviram falar que a presa é inimiga da perfeição, essa frase define perfeitamente a especialização precoce. Mas é começando cedo que se obtêm bons resultados, então investir em uma iniciação esportiva sem treinamento desportivo com cargas excessivas que apresentar impacto negativo sobre a dimensão física e bem estar psicológicos de jovens atletas.

Por Isabela Bastos
em 2 de Abril de 2013 às 02:30.

 

Concordo completamente com a Charlene na seguinte frase “o governo se mostra muito ignorante ao criar um projeto desses”. O que leva o governo a achar que essa atitude é de alguma valia para o desenvolvimento da criança, porque é com isso que ele deve sem importar o DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA. Porque vivenciar um único esporte desde cedo apenas pula as fases de desenvolvimento da criança.

MEDALHAS, TÍTULOS, SUCESSO é só isso que se deve se levar em conta no esporte?

O esporte ajuda a criança a ingressar na sociedade, a aprender e a seguir regras, a superar a timidez ou a vergonha, a controlar os seus impulsos e ansiedades, a ser mais colaboradora e menos individualista ou egoísta, a melhorar a sua coordenação motora, a crescer física e emocionalmente, a potenciar bons hábitos, a dominar os seus movimentos, a estimular a sua saúde e higiene, a ter responsabilidades e compromissos. É em projetos que tenham isso como principal objetivo que o governo deve criar.

Por Danielle Costa de Sousa Santos
em 2 de Abril de 2013 às 17:58.

Especialização esportiva precoce é um assunto bem controverso.  Especialização, que visa somente o alto rendimento, até o atleta aguentar a pressão ou tiver condições de se submeter a treinamentos além do normal e tiver idade para participar deste ou daquele programa. Entendo como  irresponsabilidade por parte dos governantes e de quem aceita estes programas milagrosos por achar que em quatro anos poderão formar qualquer criança como atleta olímpico, como o farão, porque um atleta talentoso ás vezes se descobre do dia da noite, mas não se molda ou não se faz do dia para noite; mas e após as olimpíadas, o Programa Bolsa Medalha continuará tendo todo este incentivo? E por parte de alguns profissionais que levarão seus atletas mirins á treinamentos exaustivos, doloridos e estressantes sendo que estes deveriam estar brincando, estudando, convivendo com outras crianças como qualquer outra criança normal, e se estas crianças não ganharem a quantidade de medalhas que se espera, pois afinal de contas é difícil de acreditar que teremos números de medalhas consideráveis em tão pouco tempo de treinamento, como lidarão com a frustação e a queima de etapas de crescimento  que não terão mais volta? Quem nos garantirá que estas crianças realmente terão acompanhamento necessário, após os jogos olímpicos de 2016 e 2024.

Uma coisa tenho certeza como  futura  profissional do esporte  que visa a saúde não posso me submeter nem concordar com treinamentos onde as crianças não tem momentos de lazer e diversão, mas tenho que admitir que existem talentos que devem ser incentivados e bem orientados para que futuramente se sintam realizados e satisfeitos com seus feitos, ou seja  que tenham escolhido o esporte de alto rendimento por amor e não por obrigação e para isso  existem ótimos profissionais sim, capacitados e bem preparados para orientar estes atletas, que merecem nosso respeito, pois darão treinamento adequado e bem orientado, respeitando todas as fases deste atleta e espero que todos os atletas tenham esta oportunidade e quanto aos profissionais que tenham consciência porque moldar um talento é muita responsabilidade e para se conquistar algo precisamos de muita disciplina e dedicação e abrir mão de seu tempo para ensinar e sacrificar a infância tem que valer muito a pena.

 

Por Ivo Augusto Silvino Figueredo
em 3 de Abril de 2013 às 00:58.

A especialização precoce é sim um problema no esporte, pois nem psicologicamente nem fisiologicamente a criança chega perto de um adulto. Mas como uma pessoa otimista que sou, tento olhar um lado bom de cada assunto. Sempre tomamos como exemplo o lado pejorativo dessa especialização precoce, assumindo o conceito que as crianças são obrigadas a treinar exaustivamente, sacrificar a infância e outras coisas, mas nunca destacamos que algumas crianças gostam de estar lá, gostam de superar seus limites, sabem diferenciar e aproveitar cada momento fora dos treinos e nunca deixam de serem crianças mesmo nos treinos. Bem como excluímos todo argumento da formação cidadã do esporte, transparecendo que essa só acontece nos esportes fora da área de rendimento. Esquecemos que um cidadão ali formado tem total consciência dos seus limites (físicos, psicológicos) e que sempre fará de tudo para supera-los, falo em relação a todos os aspectos da vida. Formamos ali cidadãos respeitosos e muito conscientes e que contribuirão para o mundo de uma forma diferente quando saírem do esporte, como é o caso de inúmeros professores dos nossos cursos que são ex-atletas. 

Distribuir bolsas com intuito de formar atletas em quatro anos é utopia excessiva, nem cabe aqui argumentar sobre esse assunto. 

Quando bem formados, esses atletas precoces que crescem e viram adultos, costumam serem exemplos de pessoas em qualquer área em que atuarão, não necessariamente no esporte. Não acho também que correr atrás de um sonho e se frustrar seja o fim do mundo como está sendo divulgado aqui, pois muitos de nós aqui somos frustrados sem nunca ter se sacrificado por nada, como se nada na vida o fizesse abdicar de um emaranhado de opções. Prefiro eu ter sido vice, 4º, 5º, 16º lugar do que ter se rendido sem ao menos tentar.   

Por Atiley Carolina Perdigao
em 4 de Abril de 2013 às 23:27.

 

É uma senhora ignorância esperar receber a notícia de que jogos olímpicos serão sediados no país para só então criar programas de apoio aos atletas. Entendo seria maravilhoso ter vários medalhistas brasileiros já que o país sediará os jogos, contudo não se cria um atleta com apenas 4 anos de preparação, este é um processo longo e árduo, e concordo plenamente quando se diz que devem ser respeitados os limites fisiológicos  de cada atleta durante o seus treinamentos, a final eles não são máquinas, mas sim seres humanos, sendo várias vezes crianças fazendo de tudo para conseguirem se destacar ao longo de sua carreira.

Por Mauro Afonso de Jesus
em 5 de Abril de 2013 às 12:33.

Realmente é um absurdo que só agora os representantes brasileiros acordarm para essa situação, uma vez que as olimpíadas existe a tanto tempo, e nunca se preocuparam em investir nos atletas brasileiros . os que conseguiram bons resultados em olimpíadas é porque tiveram que se virar sozinho em busca de apoio. É ridículo agora aparecer os políticos e empresários dizendo que é o pai da criaça , só porque está preste acontecer as olipíadas no Brasil em 2016. Agora em cima da hora estão querendo fabricar atletas? Cadê o respeito e apoio águeles que vem batalhando a tanto tempo e de repente não terá a oportunidade de participa?. É importante que se repense esta questão e que passem a investir no atleta a longo prazo e não para fabricar atleta de momento.


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