Esta manhã, caminhando pela praia, em companhia do Manoel Pedro, encontramos uns amigos dele, torcedores da Bolivia Querida.

O amigo estava usando uma camisa e um boné do Sampaio... Mané - torce-dor do Mo-r-to Clube, todo torce-dor do Mo-r-to é Mané...-, como não poderia deixar de ser, comentou a vitória do Mo(r)to Clube de ontem, ao vencer aquela ave... com um sorriso matreiro no rosto.

O amigo, com aquele olhar amarelo, disse: Pois é... enfim, uma vitória - e retrucou: para quem estava morto, ressurgiu das cinzas... e ofereceu o boné do Sampaio ao Mané... que recusou, claro...

Depois, passaram a comentar a triste situação daquilo que não mais existe: o futebol maranhense... de que o time contra o qual o Mo(r)to clube jogou ontem era... o Comercial do Piauí!!! transposto para o Maranhão!!!

A que ponto chegam0s - sem desmerecer o Piauí -, mas importar jogadores - e logo um time inteiro! - do Piauí!!!

Esse, o futebol maranhense ???

Falaram, ainda, do que levou à tal situação. Lembrei do Armando Nogueira:

“OS CARTOLAS PECAM POR AÇÃO, POR OMISSÃO, OU POR COMISSÃO.”

Lembrei das grandes negociatas desses técnicos (a maioria, ainda resta uma esperança...) que vêem e trazem uma lista no bolso de jogadores imprescindíveis para armar o time; e esses, com altos salários - para nossos padrões e pelo não-futebol que jogam -, mais cama, comida e roupa lavada, mas têm que divir o salário com o Técnico que o indicou... lembrei ao Mané, quando reclamou que sete dos titulares do Mo(r)to não puderam entrar no j0go anterior - contra o várzea de Barra do Corda - por irregulariades nas contratações - não liberadas ao tempo - e por isso tinha perdido, tão somente por isso, sem os sete titulares ’importados’, não se sabe se, também, do Piauí... 

Lembrei do que estão fazendo no Jaracaty, quase em frente ao SEBRAE: estão construindo, não sei o quê. Mas aquele campinho de poeira não mais existe. Há quantos anos ele estava ali? servindo de celeiro para nossos craques que não mais temos (e teremos) - pois os vamos vamos buscar no Piauí!!!

Quem ’comprou’ o campinho de várzea? quem ’comprou’ os sonhos daqueles meninos - e meninas!!! - que vemos jogando sua bola - organizados!!! quandio vamos ao trabalho, ou voltamos para casa? - e os destruiu? onde vão sonhar em conquistar fama e fortuna correndo atravás de uma bola? Lembro, novamente, do Armando Nogueira: “VAI, BOLA DE MEIA, LUA CHEIA DE TRAPINHOS NO MEIO DA RUA.”

A bola, de couro, não vai mais encher os sonhos daqueles meninos e meninas naquele campinho de várzea... e se perguntam: como chegamos a isso? importar times inteiros do Piauí, para disputar o - vá lá - campeonato maranhense?

Lembrei de outra frase memorável, esta do Antonio Roque Citadini, conselheiro do Corinthians (do Blog de Bárbara Cancia, citado pela VEJA) , mas se aplica bem: “COMEMORAR TÍTULO DE SEGUNDA DIVISÃO É COMO DAR CHURRASCO NA LAJE PARA HOMENAGEAR AQUELE PRIMO QUE SAIU DA CADEIA”.

Penso no futuro daqueles meninos e meninas: tiveram os sonhos desconstruidos, pela construção:

 “NO PASSE O HOMEM SE AFIRMA COMO ANIMAL SOCIÁVEL.” ARMANDO NOGUEIRA

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