É corriqueira a tentativa de justificar o esporte por seus benefícios: saúde, prevenção de doenças, inclusão social, educação, qualidade de vida.
Tudo isso é verdade. Mas surge uma pergunta incômoda:
E se o esporte não precisasse justificar sua existência?
E se correr, jogar, saltar ou competir não precisasse ser explicado por indicadores de saúde, estatísticas epidemiológicas ou relatórios de políticas públicas?
Talvez exista algo no esporte que anteceda tudo isso: o prazer humano fundamental de jogar.
Antes da ciência, antes da pedagogia, antes da medicina, o ser humano já jogava.
Talvez o esporte não precise provar que é útil.
Talvez tenhamos esquecido como é simplesmente jogar por jogar.
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